Sem cura e com causa ainda desconhecida, a fibromialgia ainda é um desafio para a ciência

  • Por Jovem Pan
  • 19/09/2017 07h22 - Atualizado em 19/09/2017 10h48
Fibromialgia é a doença que tirou Lady gaga do Rock in Rio deste ano

O Rock in Rio deste ano perdeu a sua principal atração de abertura. Nas redes sociais, Lady Gaga escreveu: “Brasil estou devastada por não estar bem o suficiente para ir ao Rock in Rio. Eu faria qualquer coisa por vocês, mas eu tenho que cuidar do meu corpo agora”.

A doença que tirou a cantora do evento é a fibromialgia: uma enfermidade que a ciência ainda desconhece as causas e não encontrou a cura.

Ela atinge menos de 5% da população brasileira e ataca, principalmente, as mulheres na faixa etária de maior produtividade: entre 30 e 35 anos de idade.

O presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia explicou que o paciente que sofre com a fibromialgia sente dores em todo o corpo.

Georges Basile Christopoulos contou que a Medicina já compreendeu, por exemplo, que a forma como o cérebro destes pacientes processa a dor é diferente. Por isso, até um abraço pode ser dolorido: “existia distúrbios neurológicos que comprovam que a dor é real”.

O diagnóstico é difícil porque não há exames específicos para detectar a fibromialgia.

Além disso, os sintomas são parecidos com uma série de outros problemas de saúde.

Em um documentário que chegará esta semana na Netflix, Lady Gaga promete falar da relação dela com a doença.

A cantora explicou que a ideia do filme é fazer com que as pessoas que sofrem com essa dor crônica saibam que não estão sozinhas.

Apesar de não ter cura, os pacientes conseguem aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida com tratamentos.

Além de uma combinação de medicamentos que em geral envolvem antidepressivos e analgésicos, é preciso fazer mudanças no estilo de vida, adotando exercícios físicos, alimentação equilibrada e até técnicas de relaxamento.

*Informações da repórter Helen Braun