Sem Tóquio, Comitê Olímpico Brasileiro enxuga orçamento

  • Por Jovem Pan
  • 31/03/2020 08h11 - Atualizado em 31/03/2020 08h41
EFE/EPA/KIMIMASA MAYAMAApesar do adiamento e do impacto financeiro, o COB mantém a projeção de medalhas para os Jogos Olímpicos de 2021, estimando cerca de 17 a 19 medalhas

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) vai enxugar o orçamento de alguns eventos programados para este ano ou até mesmo cancelar ou postergar outros eventos para segurar verbas para garantir bom desempenho do Brasil.

Nesta segunda-feira (30), o Cômite Olímpico internacional reagendou as Olimpíadas de Tóquio que agora vai acontecer entre julho e agosto de 2021.  Isso vai exigir muito esforço financeiro do COB, já que técnicos que tinham compromissos até o final do ano, profissionais, eventos e outros compromissos financeiros contratados.

O vice-presidente do COB, Marco Antonio, afirmou que, muito provavelmente, os jogos escolares deste ano ficarão mais “enxugados”, o orçamento era de R$ 13 milhões. O próprio prêmio Brasil Olímpico, que é uma tradição dos atletas, pode ser postergado.

Outra possibilidade é que alguns eventos programados para o ano que vem, como os jogos Pan americanos para jovens, não tenham atletas brasileiros ou que o comitê mande atletas que são estão no top de linha do esporte brasileiro, tudo isso para economizar recursos para Tóquio 2021, que inicialmente tinha um orçamento de R$ 43 milhões.

Entretanto, o presidente do comitê brasileiro, Paulo Vanderlei, comemorou a decisão do COI de adiar em cerca de um ano os jogos. “A decisão anunciada pelo Comitê Internacional trouxe mais tranquilidade, temos um objetivo, temos uma data. Agora os atletas podem se preparar refazendo a sua periodização e o COB terá um prazo melhor e com data definida para renegociar com seus fornecedores. Agradou a todos.”

Apesar do adiamento e do impacto financeiro, o COB mantém a projeção de medalhas para os Jogos Olímpicos de 2021, estimando cerca de 17 a 19 medalhas.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga