“Situação não é boa, mas não estamos na beira do precipício”, avalia economista

  • Por Jovem Pan
  • 10/07/2017 08h45 - Atualizado em 10/07/2017 08h45
Bárbara Dantine / JP “É fundamental a permanência da equipe econômica para evitar que a situação ruim se torne ainda pior”, disse

Diante da possibilidade de queda de Michel Temer, começou-se a especular sobre Rodrigo Maia, atual presidente da Câmara, assumir a presidência da República. Falou-se até mesmo de manter a equipe econômica de Temer como forma de não prejudicar a retomada do crescimento.

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, o economista Eduardo Giannetti da Fonseca afirmou que a situação da economia é estável, desde que se mantenham os nomes escolhidos pelo presidente. “É fundamental a permanência da equipe econômica para evitar que a situação ruim se torne ainda pior”, disse. “Estamos em uma situação que não é boa, mas não estamos na beira do precipício”.

Segundo o economista, o que diferencia a situação atual daquela da época do impeachment de Dilma Rousseff é a existência de uma equipe do Ministério da Fazenda mais competente e serena que a anterior, o que leva o País para uma situação de estabilização. Giannetti, no entanto, mostrou-se preocupado com a possibilidade de a equipe passar a sofrer baixas.

Questionado se a situação que vivemos agora, tanto na política quanto na economia, traz incerteza para 2018, ano eleitoral, Roberto Giannetti da Fonseca declarou: “ninguém tem condições de responder com o mínimo de conclusão”.

O economista vê, entretanto, dois cenários para o ano de eleição presidencial: a polarização e a pulverização. No primeiro cenário, Lula como candidato e a polarização entre o petista e qualquer candidato “Anti-Lula”.

O outro cenário, o da pulverização, é em caso de ausência do nome do ex-presidente na disputa. “Vamos ter dispersão, um número grande de candidatos. Não fica claro quais serão os competitivos para o segundo turno e isso abre oportunidade para um bom debate”, finalizou.

Confira a entrevista completa concedida a Denise Campos de Toledo: