Skaf reúne empresários para desfazer ‘imagem ruim’ do Brasil sobre Amazônia

  • 03/09/2019 10h18 - Atualizado em 03/09/2019 10h43
Flavio Corvello/Estadão ConteúdoEle admitiu que a repercussão mundial pode afetar a economia brasileira

O presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, reuniu 35 empresários para a apresentação de uma análise sobre a Amazônia. Objetivo do encontro era esclarecer informações sobre as queimadas e desmatamentos na região. Skaf garantiu que as queimadas estão dentro da média histórica, mas admitiu que a repercussão mundial pode afetar a economia brasileira.

“Com tantas distorções e com tanta falta de clareza, sem dúvida arranha a imagem do Brasil, o que é muito ruim para a nação brasileira. É ruim para o povo brasileiro, para a economia brasileira, é ruim para o calçado brasileiro, para o agronegócio brasileiro, para a indústria automobilística brasileira… É natural, você compra um produto e normalmente a imagem do país vem em primeiro lugar”, declarou.

Questionado sobre a veracidade dos dados, Skaf evitou polêmica. “No bioma amazônico, que é a mata, são focos mínimos de queimada. Agora, no cerrado, no pantanal, mais no cerrado, são onde você tem os focos de queimada como todos os anos tem, como há décadas tem. Eu diria até que há centenas de anos tem. E vai ter no futuro também, por ‘n’ razões. Esses dados nós colhemos um pouco de cada lugar. Juntamos tudo, aprofundamos, conversamos com muita gente e vamos continuar”, disse.

O presidente do grupo francês LVMH, Davide Marcovitch, defendeu o Brasil. “O que os empresários devem fazer para a imagem, porque para os negócios não vai mudar nada, mas para a imagem, é comunicar para suas casas-mães a realidade que é. Como eu mesmo estou fazendo. Eu tenho certeza que vários outros colegas de outras empresas e câmaras de comércio estão fazendo também.”

As queimadas foram explicadas com um fenômeno típico do período seco, a partir de ações humanas e naturais. Além disso, foi dito que os focos em agosto de 2019 está acima dos demais anos, mas dentro da média dos últimos 20 anos.

*Com informações do repórter Marcelo Mattos