SP aguarda resultado de testes em 200 pessoas que morreram por suspeita de coronavírus

  • Por Jovem Pan
  • 02/04/2020 06h24
Marlon Costa/Estadão ConteúdoQuestionado sobre a possibilidade de prorrogar a quarentena no Estado, o governador afirmou a decisão ainda não foi tomada

O Estado de São Paulo tem 201 exames do novo coronavírus de pessoas que já morreram com suspeita da doença para serem analisados. O resultado desses testes pode elevar o número de mortes causadas pelo novo coronavírus no Estado, que era de 164 até terça-feira (31).

Em entrevista coletiva, o secretário da Saúde, José Henrique Germann, disse que uma parcela desses exames dará positivo para a doença. Segundo Germann, no total, incluindo os exames de pessoas que já morreram, 16 mil testes de covid-19 estão paralisados em São Paulo.

Atualmente, o Instituto Adolfo Lutz processa 1.200 testes da doença por dia.

Para aumentar a quantidade e a velocidade da análises de exames, o centro Estadual de Análises Clínicas do governo e um laboratório privado começarão a fazer o mesmo trabalho, com mais 720 testes cada.

De acordo com o secretário de Saúde, José Henrique Germann, há negociação com outros dois laboratórios particulares.

Vivaleite

Durante a coletiva, o governador de São Paulo, João Doria, anunciou a ampliação do programa Vivaleite durante a pandemia do novo coronavírus. A partir da próxima segunda-feira, dia 6 de abril, 21 mil idosos de asilos e abrigos vão receber leite gratuitamente do projeto.

Segundo ele, serão distribuídos 15 mil litros de leite por mês durante 60 dias, além de 77 mil latas de suplemento alimentar, recebidas por meio de doação, que também serão destinadas a esses idosos.

Preço do gás

O diretor executivo do Procon de São Paulo, Fernando Capez, anunciou um reforço nas ações de controle de preços abusivos, principalmente do gás de cozinha.

De acordo com Capez, por determinação do governador João Doria, comerciantes que venderem botijões de 13 kg com preços acima de R$ 70 poderão sofrer penalidades.

Bolsonaro

Doria voltou a falar do posicionamento do presidente Jair Bolsonaro na crise do novo coronavírus. O tucano disse ter ficado feliz com o pronunciamento de Bolsonaro, mas repudiou a publicação feita pelo presidente logo depois, nas redes sociais.

A mensagem criticava prefeitos e governadores e mostrava um suposto desabastecimento de alimentos em Belo Horizonte. Doria ressaltou, ainda, que não há risco de desabastecimento em São Paulo.

Questionado sobre a possibilidade de prorrogar a quarentena no Estado, o governador afirmou a decisão ainda não foi tomada e que será anunciada na segunda-feira (6).

*Com informações da repórter Beatriz Manfredini