SP: Prefeitura proíbe UBus, serviço de ônibus por aplicativo

  • 03/10/2019 07h15
Divulgação/UBus Serviço foi considerado "clandestino"

A Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes (SMT) da Prefeitura de São Paulo informou, nesta quarta-feira (2), que classifica como “clandestino” os serviços do aplicativo UBus, que funciona como se fosse um Uber, mas de ônibus – o app informa horários, preços e disponibilidade de assentos de ônibus que ligam São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, à Berrini, na Zona Sul da capital, além de dar uma previsão do momento do desembarque.

De acordo com a SMT, o UBus, que custa R$ 14,50 e possui veículos com poltronas reclináveis, ar-condicionado, acessos USB e Wi-Fi, não está credenciado e, por isso, não garante a segurança da população, podendo causar acidentes.

“A Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes (SMT) informa que o serviço não está credenciado e, portanto, é clandestino. O credenciamento visa garantir a segurança dos munícipes e prevenir a ocorrência de acidentes. Denúncias sobre o transporte irregular de passageiros podem ser realizadas pelo telefone 156, pelo aplicativo ou pelo portal sp156.prefeitura.sp.gov.br. É necessário informar o número da placa do veículo, o local e o horário da infração”, informou, em nota.

O diretor operacional do UBus, Victor Gonzaga, explica como acontece o funcionamento do aplicativo. “O cliente entra no app, faz a consulta da rota, que chama 376, e vai ver o ponto de embarque e o de desembarque. Então já existem esses pontos dentro do corredor de ônibus e vai facilitar bastante porque ele vai para aquela ponto e só aguarda o ônibus chegar. A gente criou uma solução, na verdade, para atrair o usuário de aplicativo e o cliente que utiliza o ônibus normalmente.”

A UBus ressalta que é uma empresa de tecnologia e, por isso, não entende porque a Prefeitura suspendeu o uso do aplicativo, administrado pela Metra. É ela quem presta o serviço de transporte e auxílio para o usuário, uma vez que a UBus não possui veículos próprios.

*Com informações do repórter Victor Moraes