Tarcísio descarta ‘furar teto’ e garante alinhamento com Guedes

O ministro da Infraestrutura defendeu que as reformas estruturais vão proporcionar a desvinculação e a desindexação do orçamento

  • Por Jovem Pan
  • 04/09/2020 08h08 - Atualizado em 04/09/2020 08h29
Edu Andrade/Estadão ConteúdoO ministro publicou o edital para concessão de quatro novos terminais portuários: Maceió, Alagoas, Paranaguá, Paraná, e dois em Aratu, Bahia

O ministro da Infraestrutura descarta ser “fura teto” e defende respeito aos pilares fiscais. Tarcísio Gomes de Freitas garante alinhamento com a pasta da Economia, comandada pelo ministro Paulo Guedes. “Apesar de toda a polêmica que se gerou nos últimos dias a respeito disso, estamos fazendo estrutura com respeito aos pilares fiscais. Há alinhamento muito grande da nossa estrutura com o que vem do ministério da Economia, com o que vem do ministro Paulo Guedes. Não há nenhum tipo de desalinhamento, então a gente está na mesma batida”, afirma. Tarcísio ressalta que a iniciativa privada deve comandar os investimentos. O ministro publicou o edital para concessão de quatro novos terminais portuários: Maceió, Alagoas, Paranaguá, Paraná, e dois em Aratu, na Bahia. “O nosso objetivo com leilão de terminal portuário é sempre dar acesso ao cais a quem precisa. Nosso objetivo é auferir investimento e por isso que a gente faz leilões com torga mínima de R$ 1, nos interessa o investimento, nos interessa a provisão da estrutura”, explica.

Os leilões estão marcados para 18 de dezembro na B3, em São Paulo. O ministro fala em “consciência” do Congresso para o excesso de vinculação do orçamento da União. “E isso acaba tirando a governança sobre o próprio orçamento da União, isso tira poder do próprio parlamentar em alocar de uma forma mais eficaz o recurso. Temos vários fundos que recebem recursos vinculados e aí nos cabe pensar agora qual é a efetividade desses fundos”, disse. O ministro da Infraestrutura defendeu, no “Indústria em Debate”, que as reformas estruturais vão proporcionar a desvinculação e a desindexação do orçamento, com a liberação de espaço fiscal para compor os investimentos públicos à grande carga de investimentos privados.

*Com informações do repórter Marcelo Mattos