Tecnologia “blockchain”, ligada ao bitcoin, traz mais segurança para sistemas de grandes empresas

  • Por Jovem Pan
  • 05/02/2018 06h38 - Atualizado em 05/02/2018 08h45
PixabayEsse sistema funciona como um registro de informações digitais que atua de forma descentralizada. Os elementos ali armazenados são distribuídos entre todos os pontos da rede

Com a explosão do Bitcoin, a inovação tecnológica que sustenta essa e outras moedas que não podem ser tocadas com a mão, começou a atrair bastante atenção de governos, bancos e empresas.

Trata-se da “Blockchain”, ou corrente de blocos, em tradução literal. Esse sistema funciona como um registro de informações digitais que atua de forma descentralizada. Os elementos ali armazenados são distribuídos entre todos os pontos da rede.

Como os dados estão “espalhados” por vários computadores, fica quase impossível apagar ou modificar informações isoladas. Dessa mesma forma, todos conseguem ver o que está naquela rede, tornando ela mais transparente.

Rodrigo Borges, presidente da comissão de empreendedorismo startup da OAB de Pinheiros, em São Paulo, explicou como a tecnologia tem sido usada no Brasil: “no Brasil, recentemente, tivemos anúncio de bancos que estão testando a tecnologia para controle de algumas operações financeiras. Outra finalidade é para transferência de recursos para o exterior. O Blockchain permite transferências quase instantâneas e custo quase zero”.

Rodrigo Borges destacou ainda que alguns países e empresas já estudam novas maneiras de usar a blockchain.

O diretor de Tecnologia da Sempre IT, Thiago Azevedo, deixou claro que o sistema não se resume ao bitcoin: “hoje já existem soluções que fazem registro de propriedade, funcionalidade e utilidade dela são diversas”.

Thiago Azevedo pontuou ainda que a blockchain ataca diretamente na redução de custos.

Em janeiro, alguns bancos que atuam no Brasil passaram a usar o registro de informações para o controle de transações.

No ano passado, o Banco Central chegou a divulgar um estudo que mostra que a blockchain pode salvar o sistema de transferências interbancárias em caso de colapso da plataforma tradicional.

*Informações do repórter Matheus Meirelles