Tecnologia é aliada no monitoramento do clima nas grandes cidades

  • Por Jovem Pan
  • 20/01/2020 08h07 - Atualizado em 20/01/2020 10h56
Marcos OzananSem El Niño e nem La Nina, o verão de 2020 promete chuva acima da média no Sudeste

Quando o céu escurece, o som de trovões ecoa como o aviso de que a chuva está chegando. Logo nas primeiras horas de tempestade, os grandes centros urbanos sentem os efeitos — muitas vezes desastrosos.

Para tentar minimizar os danos, as principais capitais contam com equipes especializadas. Em São Paulo, esse trabalho é feito pelo CGE.

O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas das Prefeitura trabalha 24 horas a fim de minimizar os efeitos dos temporais típicos de verão. O trabalho é feito em conjunto com a CET, Defesa Civil e outras secretarias — como explica o engenheiro e gerente do CGE, Hassan Barakat.

“Todas as secretarias que são afetadas por essas chuvas se preparam para atender a população. Então existe todo o trabalho que o CGE desenvolve para iniciar todo esse trabalho na cidade.”

Sem El Niño e nem La Nina, o verão de 2020 promete chuva acima da média no Sudeste. As frentes frias serão mais frequentes, favorecendo a formação das áreas de instabilidade.

O meteorologista do CGE, Michael Pantera, explica como a previsão do tempo é aplicada aos métodos de prevenção de riscos.

“A gente tem o acompanhamento 24 horas por dia tanto das condições dos radares meteorológicos quanto das estações. Temos todos esses dados, além da previsão. Acompanhamos e atualizamos as informações em tempo real”

A tecnologia é fundamental nesse trabalho, já que radares e estações meteorológicas estão espalhados pela cidade e na Grande São Paulo. Os principais córregos e rios são monitorados através de sensores e o trabalho dos agentes da CET é fundamental para informar quais vias estão intransitáveis.

Alertas são, então, emitidos para a população evitar os alagamentos. As informações também ajudam a Prefeitura a definir as ações nos bairros mais afetados pelos temporais.

Além das inundações, o engenheiro Hassan Barakat destaca que os sensores auxiliam na prevenção de deslizamentos em áreas de risco.

“A partir do momento que a gente tem um volume de água infiltrado no solo, automaticamente um engenheiro vai até o morro para verificar e orientar a população. A Prefeitura de São Paulo evita muito bem isso.”

O trabalho do CGE não para em outras estações. Medidas de proteção à população também são tomadas em outras estações do ano.

No inverno, a Defesa Civil faz ações nos bairros onde as temperaturas podem se aproximar de 0º C.

Nos dias de baixa umidade relativa do ar, são emitidos os estados de alerta ou emergência — avisos importantes para quem sofre de doenças respiratórias.

*Com informações da repórter Livia Fernanda