Temer traça últimas estratégias para garantir que denúncia seja barrada em plenário
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A três dias da data prevista para a votação da denúncia contra ele na Câmara, o presidente Michel Temer se reuniu com aliados no Palácio do Jaburu. Na noite deste domingo (31), o objetivo era traçar as últimas estratégias para garantir que a denúncia seja barrada na próxima quarta-feira (02).
O encontro contou com ministros próximos a ele, como Eliseu Padilha, Moreira Franco e Antônio Imbassahy, e líderes do Governo e de partidos da base na Câmara. A expectativa é que o presidente consiga os 172 votos necessários para evitar o início das investigações contra ele. Porém, aliados evitaram de apresentar números.
Nos últimos dias, contagens otimistas apontavam pelo menos 250 deputados contrários à denúncia. Já os mais contidos falam em pouco mais de 200 votos a favor de Temer.
Partidos como DEM, PSD, PP e PR devem votar, em maioria, junto com o Planalto, mas haverá traições. O PSDB, que está rachado, deve ter a maior parte dos deputados a favor da aceitação da denúncia.
O grande desafio do Governo, na verdade, é colocar o quórum mínimo de 342 deputados no plenário para que a votação comece. A tendência é a oposição não registrar presença, transferindo para a base essa responsabilidade, e obstruir ao máximo a sessão.
Caso esse quórum não seja alcançado, a votação fica para outra sessão, o que seria considerado uma derrota para o Governo. Temer quer liquidar a votação o quanto antes.
Para que a denúncia seja aceita e chegue ao Supremo Tribunal Federal, são necessários 342 votos.
*Informações do repórter Levy Guimarães
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