Temos de votar primeiro PEC dos gastos, diz presidente da Câmara

  • Por Jovem Pan
  • 08/09/2016 09h03
Brasília - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, participa do lançamento do Siele - Sistema de Informações Eleitorais (Marcelo Camargo/Agência Brasil)Deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) - ABR

O presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) entende que a reforma da Previdência só será votada após o primeiro turno das eleições municipais, a despeito do esforço do governo Temer de enviar a proposta antes do pleito. Maia diz que vai haver apenas uma sessão plenária antes do reconhecido “recesso branco” (não oficial) dos deputados, sendo que seriam necessárias duas sessões para o projeto ter seguimento. “A tramitação da matéria começará efetivamente dia 3 (de outubro)”, segunda seguinte à eleição, disse Maia em entrevista exclusiva à Jovem Pan nesta quinta-feira (08).

“Nós temos que primeiro organizar a votação da PEC dos Gastos e vamos avançar depois na reforma da Previdência”, prioriza Maia. A proposta de emenda constitucional que limita os gastos do governo à inflação do ano anterior está em análise em comissão especial na Casa.

Maia disse, no entanto, que deixar para um segundo momento a reforma da Previdência não significa que a proposta ficará paralisada. “Não que ela não possa tramitar”, afirmou. “São matérias fundamentais que exigem muito esforço.”

O presidente da Câmara reconheceu que “a reforma da previdência é uma das que gera mais polêmicas” e diz que seus defensores devem estar preparados para o debate e para debelar mentiras sobre o tema. Maia defende uma mudança nas regras de aposentadoria e cita o sistema previdenciário do seu Estado, Rio de Janeiro, que “quebrou” com um déficit de R$ 11 bilhões e não consegue pagar seus servidores.

“Temos que mostrar à sociedade que irresponsabilidade fiscal, o gasto excessivo do recurso público pode fazer com que o governo federal chegue no futuro à mesma situação a que chegou o estado do Rio hoje”, comparou.