Tensão toma conta das relações entre Canadá e China após condenação de canadense à morte

  • Por Jovem Pan
  • 15/01/2019 06h49
EJ Hersom/Wikimedia Commons Trudeau chamou a sentença de “arbitrária” e mostrou preocupação com a postura de Pequim

Após canadense ser condenado à morte em primeira instância na China, o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, chamou a sentença de “arbitrária” e mostrou preocupação com a postura de Pequim.

Acusado de tráfico de drogas, Robert Schellenberg foi julgado nesta segunda-feira (14) pelo Tribunal Popular Intermediário de Dalian, na província de Liaoning, no Nordeste chinês. Ele já havia sido condenado a 15 anos de prisão em 2014, mas a pena foi considerada branda demais.

Para Trudeau, a sentença provoca preocupação por ser arbitrária. O premiê também alegou que continuará lutando pelos interesses dos compatriotas.

O caso do canadense foi divulgado pela China em dezembro, logo depois que o Canadá prendeu, a pedido dos Estados Unidos, a empresária Meng Wanzhou, diretora financeira e filha do fundador da companhia de tecnologia Huawei. Livre depois de pagar fiança, a chinesa não pode sair do Canadá, que estuda extraditá-la para o território norte-americano.

Outro caso que tem deteriorado ainda mais as relações entre Pequim e Ottawa é a prisão do ex-diplomata canadense Michael Kovring. Também nesta segunda-feira, a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Hua Chunying, rebateu críticas de Trudeau, de que o país asiático não está respeitando os princípios de imunidade diplomática.

Segundo ela, o primeiro-ministro canadense deveria “estudar seriamente” a Convenção de Viena para não se tornar motivo de piada. Apesar da condenação à morte, o canadense Robert Schellenberg alega inocência e deve recorrer da sentença.

*Informações do repórter Matheus Meirelles