Thomas Cook decreta falência após longo processo de recuperação judicial

  • Por Ulisses Neto/Jovem Pan
  • 23/09/2019 10h08
EFEA falência da empresa, uma das mais tradicionais do Reino Unido, é mais um triste sinal dos tempos para os britânicos

A maior operação de repatriação de britânicos da história em tempos de paz teve início nesta segunda-feira (23). Uma das principais operadoras de turismo da Europa, a inglesa Thomas Cook, decretou falência depois de um longo processo de recuperação judicial.

Mais de 150 mil clientes do Reino Unido estão em férias neste momento em pacotes vendidos pela empresa. Logo, o problema caiu no colo do governo, que está mobilizando um complexo sistema de transporte para trazer todo mundo de volta pra casa.

Para se ter uma dimensão da Operação montada, o governo de Londres teve que fretar 45 aviões para repatriar os clientes da empresa. No total, são cerca de 600 mil passageiros da operadora em toda Europa e outros governos do continente estão se mobilizando nesta segunda.

As dificuldades financeiras da Thomas Cook já eram conhecidas e as autoridades tiveram tempo para preparar o plano de emergência, que está sendo acionado agora. Mas ainda assim a falência da empresa, uma das mais tradicionais do Reino Unido, é mais um triste sinal dos tempos para os britânicos.

Fundada em 1841, a Thomas Cook empregava 22 mil funcionários ao redor da Europa. Culpando o Brexit, os verões mais quentes no Reino Unido e até as crises políticas em destinos muito procurados pelos britânicos, como Turquia, a Thomas Cook entrou em processo de falência e pediu socorro de 250 milhões de libras do Governo.

Ficou claro, no entanto, que o modelo de negócios da gigante de turismo já não se encaixa mais no século 21, onde a maioria dos viajantes resolve seus planos por conta própria pela internet. Assim o governo decidiu que mais uma multinacional do país fosse à falência em mais um segmento econômico fadado a passar por transformações radicais por conta dos avanços tecnológicos.