Toffoli diz que fase de relação conflituosa entre os Poderes passou

  • Por Jovem Pan
  • 13/02/2019 06h08
Will Shutter/Câmara dos DeputadosDias Toffoli elogiou a relação com o Governo federal que, segundo ele, é de respeito e harmonia e principalmente diálogo

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, elogiou a relação com o Governo federal que, segundo ele, é de respeito e harmonia e principalmente diálogo.

De acordo com Toffoli, a fase em que os poderes estavam em conflito passou. Agora é cada um respeitando suas competências e respectivas matérias de análise. O momento agora, segundo ele, é de integração, mas isso não significa concordar com tudo.

Durante almoço com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, Dias Toffoli, conversou por telefone com o presidente Jair Bolsonaro que ainda está internado em São Paulo. Segundo o ministro Onyx, o momento é de união de todos os poderes. A tentativa é de se criar uma grande aliança entre Executivo, Legislativo e Judiciário e construir canais para possibilitar o crescimento do país.

Na prática, o Governo busca apoio do Judiciário para a proposta de reforma da Previdência que será encaminhada ao Congresso. Polêmica, as mudanças sempre causam muita reclamação junto aos magistrados e servidores públicos, uma vez que a ideia é unificar as regras do serviço público com as da iniciativa privada e tentar evitar as chamadas “aposentadorias precoces”.

O texto já foi finalizado pela área econômica do Governo e será apresentado ao presidente Jair Bolsonaro assim que ele sair do hospital para que este faça os ajustes necessários.

Em Brasília, a expectativa é de que isso aconteça até o fim de semana. O presidente é quem vai bater o martelo, sobre idade mínima, por isso a expectativa é de que ela fique mesmo nos 57 anos para as mulheres e 62 anos para os homens.

A expectativa é de que na semana que vem, a proposta também seja apresentada aos governadores e posteriormente encaminhado ao Congresso.

Diante das críticas de que a reforma prejudicaria os mais pobres, a ideia é reduzir a alíquota da contribuição para os salários menores e aumentar a de quem ganha mais.

*Informações da repórter Luciana Verdolin