UBSs na zona norte de SP seguem com baixa taxa de pessoas vacinadas contra febre amarela

  • Por Jovem Pan
  • 14/12/2017 06h36
Agência BrasilMesmo com mais de um milhão de pessoas já imunizadas, algumas unidades básicas de saúde de áreas como Tremembé e Mandaqui seguem com metade ou menos da população imunizada

Secretaria de Saúde de São Paulo reforça a importância da vacinação contra a febre amarela na Zona Norte da cidade.

Mesmo com mais de um milhão de pessoas já imunizadas, algumas unidades básicas de saúde de áreas como Tremembé e Mandaqui seguem com metade ou menos da população imunizada.

Maria Ligia Nerger, coordenadora de imunização do município, reforçou a necessidade da vacina nestes locais, próximos aos parques interditados após casos de macacos encontrados mortos com a doença: “porque a gente não teve nenhum dado positivo, até sexta-feira, de macacos contaminados por febre amarela, mas na sexta recebemos resultados de alguns concentrados na região do Tremembé. Então é importante que essa população se vacine”.

Noventa postos de vacinação estão ativos na Zona Norte, além de postos volantes como o da Igreja Comunidade Nossa Senhora Aparecida, no Jardim Peri, que vai aplicar a dose a partir desta quinta (14), até a próxima sexta-feira (22).

Em Guarulhos, na região metropolitana da capital também houve reforço na vacinação, sendo mais de 11 mil pessoas vacinadas somente nesta quarta-feira.

Além das 27 Unidades Básicas de Saúde (UBS), a Prefeitura também realiza ações em postos volantes pela cidade desde a notificação de mais dois macacos mortos em Guarulhos, no domingo e segunda-feira.

A Secretaria de Estado da Saúde, questionada pela reportagem reforça a importância da vacinação e que em 2017 há 23 casos autóctones de febre amarela silvestre confirmados no Estado.

Dez deles evoluíram para mortes nas cidades de Américo Brasiliense, Amparo, Batatais, Monte Alegre do Sul, Santa Lucia, São João da Boa Vista e Itatiba.

A pasta ainda reforça que não há casos de febre amarela urbana no Brasil desde 1942 e, por isso, não há motivo para preocupação nas cidades quanto a um surto.

Também é reforçado que não há motivo para maus-tratos ou morte de macacos, uma vez que eles não transmitem a doença.

*Informações do repórter Fernando Martins