‘União Brasil não deve ter parlamentares do núcleo duro de apoio a Bolsonaro’, afirma Sanderson

Deputado federal até então líder do PSL na Câmara deverá ingressar no PL durante a janela partidária; além dele, outros 24 políticos devem deixar a nova legenda

  • Por Jovem Pan
  • 14/02/2022 10h12 - Atualizado em 14/02/2022 11h36
Cleia Viana/Câmara dos Deputados O deputado Sanderson em comissão na Câmara dos Deputados Deputado Sanderson, líder do PSL na Câmara dos Deputados

Dos 53 deputados federais eleitos pelo PSL, 25 devem mudar deixar o União Brasil, fusão do PSL com o DEM, a maioria entrando no PL, partido do presidente Jair Bolsonaro. A mudança deverá ser efetivada oficialmente em março, quando será aberta a janela partidária, período em que os parlamentares podem mudar de legenda sem risco de perda de mandato. Para falar sobre o assunto, o deputado federal Sanderson, líder do PSL na Câmara, concedeu uma entrevista ao vivo para o Jornal da Manhã, da Jovem Pan News, nesta segunda-feira, 14. “O União Brasil, que é a fusão do PSL com o DEM, muito provavelmente não deve contar com nenhum desses deputados federais ou até mesmo senadores que compuseram até agora, nesses três anos, aquilo que nós chamamos de núcleo duro [de apoio ao presidente Jair Bolsonaro]”, afirmou o deputado.

Sanderson ainda disse acreditar que aqueles que se elegeram com apoio do presidente Bolsonaro, mas que se afastaram dele nos últimos anos e devem permancer no União Brasil terão dificuldade de ser reeleger em 2022. “Na minha visão, foram eleitos prioritariamente por eleitores bolsonaristas. Agora, não tem o apoio desses bolsonaristas, dos nossos fieis apoiadores, eles provalvelmente vão ficar sem pai e nem mãe. A esquerda não vota neles, os bolsonaristas, ala de direita conservadora, também não. Isso é uma leitura rápida, mas, na nossa visão, terão muita dificuldade de se reeegerem”, opinou.

Sobre o apoio do União Brasil a um presidenciável, o líder do PSL, que vai para o PL, afirmou não acreditar que a legenda apoie o presidente Bolsonaro no primeiro turno, mas não descartou a possibilidade num segundo turno eleitoral. “O segundo turno é uma nova eleição. Teremos, provavelmente, o presidente Bolsonaro e um segundo candidato. E, pelo que nós acompanhamos, deve ser Bolsonaro e Lula. Aí, não acredito que as pessoas, mesmo com diferenças com o presidente Bolsonaro, votem em Lula, que é um corrupto condenado duplamente, que ficou preso na polícia federal, lá em Curitiba, não acredito que as pessoas deixem de apoiar um homem honesto que está fazendo um belíssimo governo. Temos acompanhado que estão todos contra o presidente Bolsonaro, linhas antagônicas se unindo para bater o presidente Bolsonaro, então nós também temos as nossas forças e vamos contra atacar, no sentido de unirmos todas as nossas energias, no sentido de prorrogar por mais quatro anos o mandato do presidente Bolsonaro. Temos condições de unir as forças de direita conservadora”, afirmou.