União espera arrecadar pelo menos R$ 11 bi com leilão de quatro usinas hidrelétricas

  • Por Jovem Pan
  • 26/09/2017 07h30 - Atualizado em 26/09/2017 11h04
Divulgação/Portal BrasilAtualmente, o controle das usinas está a cargo da Cemig, a Companhia Energética de Minas Gerais

Governo leiloa concessão de quatro usinas hidrelétricas nesta quarta-feira (27). Serão ofertados os complexos de São Simão, Jaguara, Miranda e Volta Grande.

Eles estão localizados nos rios Grande, Parnaíba e Araguari, nos estados de Minas Gerais, Goiás e São Paulo. O leilão será realizado a partir das dez da manhã desta quarta-feira na sede da B-Três, a antiga Bovespa, na capital paulista.

A União espera obter pelo menos R$ 11 bilhões com o valor de outorga a ser pago à vista pelas empresas vencedoras. O Governo pretende utilizar o dinheiro arrecadado para tentar atingir a meta fiscal de 2017.

Atualmente, o controle das usinas está a cargo da Cemig, a Companhia Energética de Minas Gerais.

Com o vencimento da concessão, a União vai ofertar o controle dos complexos pelos próximos 30 anos.

O coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro disse que a venda não deve ser benéfica ao consumidor. Nivalde de Castro afirmou que o Governo deveria pedir menos pela outorga para não inflacionar o custo da energia que será repassado: “você poderia fazer um leilão para cobrir somente custo de operação e manutenção. Em vez de obter R$ 11 bilhões, obteria R$ 4 bilhões, mas não oneraria a sociedade brasileira por mais 30 anos a um preço de energia mais caro, quando a energia gerada por essas usinas tem valor médio de R$ 40 e não de R$ 150”.

O presidente da consultoria Thymos Energia considera que as empresas devem lucrar mesmo com a venda de energia no chamado mercado livre.

João Carlos Mello disse que 30% da eletricidade será comercializada com as concessionárias podendo negociar os preços com mais flexibilidade: “tem 30% que pode render para o mercado livre. Tem a vantagem dos 30% e está pagando para ter esse benefício e receber a tarifa das dívidas de cotas nos outros 70%”.

A Cemig ainda tenta impedir a realização do leilão por entender que tem direito a uma renovação automática das concessões. A companhia entrou com recurso no Supremo Tribunal Federal depois de ter o pedido recusado em outras instâncias.

*Informações do repórter Tiago Muniz