Única prevenção contra sarampo é a vacina, alerta especialista da Divisão de Vigilância Epidemiológica

  • Por Jovem Pan
  • 06/04/2019 10h03
Altemar Alcantara/Semcom “Se tem a circulação da doença e você não tem a vacina, você pode adquirir a doença", alerta a especialista

Após quase quatro anos sem a constatação de casos de sarampo, a capital paulista registrou o primeiro caso de sarampo desde 2015. trata-se de uma infecção contraída na Europa, segundo a Secretaria Municipal da Saúde. O paciente teria sido infectado durante uma viagem à Noruega.

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, a diretora da Divisão de Vigilância Epidemiológica da Coordenadoria de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, Rosa Maria Dias Nakazaki, ressaltou que em casos como este, é feito um bloqueio vacinal.

“Se tem a circulação da doença e você não tem a vacina, você pode adquirir a doença. Por isso que cada vez que há uma suspeita de sarampo, nem só o caso confirmado, são tomadas medidas para evitar a circulação do vírus. Fazer o bloqueio vacinal, cada local onde as pessoas circularam e circulam, e vacinação a quem ainda não tomou a vacina”, explicou.

É importante ressaltar que o sarampo é transmissível pelo ar, por gotículas de saliva, por exemplo, e pode ser prevenida apenas pela vacinação.

“A vacina faz parte do calendário de crianças e adultos. A vacina é disponível em todas as unidades de saúde. Se tiver dúvida se está com a carteirinha em dia ou não será feita uma análise”, disse. A diretora da Divisão de Vigilância Epidemiológica da Coordenadoria de Vigilância em Saúde destacou ainda que aqueles que não souberem se foram ou não vacinados poderão tomar uma nova dose, sem riscos.

“Não há risco [de superdosagem]. Quando não tem comprovação da vacina, o que se faz é vacinar e o registro atual passará a ter validade. Não há risco de tomar mais uma dose”, destacou.

Vale também ficar atento aos sintomas da doença, que pode, se na tratada corretamente ou em tempo hábil, levar à morte ou deixar sequelas graves. Os sintomas são quadro aparentemente gripal com tosse, febre, coriza, mal-estar e depois apresenta o que é característico da doença, que são as manchas vermelhas pelo corpo.

Confira a entrevista completa com a diretora da Divisão de Vigilância Epidemiológica da Coordenadoria de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, Rosa Maria Dias Nakazaki: