‘Único resultado compatível para Lula é absolvição’, diz advogado de defesa

  • Por Jovem Pan
  • 26/06/2019 06h58
Agência BrasilSTF não definiu data para retomar julgamento de uma possível soltura do ex-presidente

Depois da decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que negou, nesta terça-feira (25), dois pedidos de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu advogado de defesa, Cristiano Zanin Martins, disse que ainda acredita na absolvição do petista. Para ele, não há outro resultado possível para o ex-presidente, visto que não cometeu nenhum crime.

“O foco é, sempre foi e continua sendo o reconhecimento da inocência do ex-presidente Lula, da absolvição porque é o único resultado compatível para uma pessoa que não cometeu crime”, declarou Martins após a divulgação do resultado do julgamento que, por quatro votos a um, rejeitou os argumentos da defesa.

Apesar de o ministro Gilmar Mendes sugerir que Lula fosse solto de forma provisória até que o caso fosse julgado definitivamente, apenas Ricardo Lewandowski concordou com a tese. Edson Fachin, Celso de Mello e Cármen Lúcia foram contrários a soltura.

No fim da sessão a presidente da turma, Cármen Lúcia proclamou o resultado. “Adiado o julgamento e indeferida a proposta de liminar apresentada pelo ministro Gilmar Mendes, que foi seguido pelo ministro Ricardo Lewandowski, vencidos na apresentação dessa proposta”, disse.

Repercussão

O resultado dos julgamentos repercutiram rapidamente no Congresso. O deputado Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara dos Deputados, afirmou no plenário que quem estava sendo julgado não era o ex-presidente e, sim, o ex-juiz Sergio Moro. “Todos aqueles fatos que envolvem as condutas criminosas deste juiz, aliado à este esquema criminosos representado pelo doutor Dallagnol e os golden boys de Curitiba serão objetos de julgamento”, ressaltou.

Já o deputado Bibo Nunes (PSL-RS) comemorou a decisão do STF e destacou que Lula ainda responde por outros processos. “Rejeitado mais um pedido do presidente Lula e lembro que vem aí mais processos contra ele. Apenas uma informação. E real, nada fake.”

Não há uma data definida de quando o julgamento será retomado pela turma. Com esse adiamento, a apreciação do pedido de soltura ficará, no mínimo, para o segundo semestre após o recesso do Judiciário.

*Com informações do repórter Afonso Marangoni