Universidades do Reino Unido têm surto de Covid-19 e mandam alunos de isolarem

Os casos se somam às determinações recentes para que os alunos não deixem o campus para voltar para casa

  • Por Ulisses Neto/Jovem Pan
  • 29/09/2020 09h02 - Atualizado em 29/09/2020 09h13
EFE/EPA/Peter FoleyNa segunda (28) foram mais três instituições de ensino superior da Grã Bretanha que mandaram seus alunos se isolarem

A pandemia de coronavírus atingiu a marca de um milhão de mortos ao redor do mundo e os sinais na Europa continuam se deteriorando. Os casos seguem altos em países como Espanha, França e Reino Unido. Os britânicos têm convivido com o fechamento gradual de suas cidades nas últimas semanas e, agora, o problema começa a se agravar também nas universidades do país — que reabriram as portas no início do mês. Na segunda (28) foram mais três instituições de ensino superior da Grã Bretanha que mandaram seus alunos se isolarem após novos surtos de Covid-19.

A Universidade de Exeter, na Inglaterra, pediu a todos os estudantes que evitem se encontrar em ambientes fechados com pessoas de outras residências por duas semanas. A Universidade de Aberystwyth, no País de Gales, anunciou que todo o ensino presencial será suspenso temporariamente. Em Belfast, na Irlanda do Norte, a Universidade Queens, uma das dezenas a relatar casos de coronavírus em suas instalações, determinou que os estudantes que vivem em acomodações universitárias devem se isolar após um “pequeno número” de testes positivos.

Os casos se somam às determinações recentes ao redor do país para que os alunos não deixem o campus onde estudam para voltar para casa. No Reino Unido o mais comum para os alunos do nível superior é estudar longe da cidade de origem e viver em alojamentos universitários. Já existe, inclusive, pressão no governo para que todas as aulas presenciais sejam suspensas. As universidades, por sua vez, temem uma enxurrada de desistências e pedidos de reembolso — isso dentro de um ambiente em que as instituições já enfrentam dificuldades por conta do menor número de estudantes internacionais, que são os que pagam as taxas mais altas.

Enquanto isso, República Tcheca e Eslováquia devem declarar estado de emergência esta semana. A maioria dos grandes eventos serão proibidos na Eslováquia a partir de quarta (30) e o ministro da Saúde tcheco, Roman Prymula, apresentará propostas ao gabinete hoje. As taxas de infecção tcheca estão entre as mais altas da Europa, mas caíram nos últimos dias. E o mesmo aconteceu no Reino Unido, onde houve uma pequena queda nas novas contaminações nos últimos três dias.