Uso intenso de redes sociais na quarentena pode provocar ‘dismorfia-Instagram’

  • Por Jovem Pan
  • 08/06/2020 07h05 - Atualizado em 08/06/2020 08h09
PixabayLandecker afirma que o dismorfismo atinge de 5% a 16% da população, na maioria, mulheres e jovens

Com grande parte da população dentro de casa, as principais redes sociais registraram picos de acesso nos últimos meses por conta do período de quarentena, adotado para diminuir os avanços da Covid-19. Facebook, WhatsApp e Instagram tiveram crescimento de cerca de 40%, enquanto o TikTok ultrapassou a marca de 1 milhão de downloads.

Se por um lado, o aumento do uso da internet incentivou a realização de cursos online ou discussões de assuntos sociais, por outro, o consumo de imagens que podem ter sido alteradas digitalmente preocupa especialistas.

Já no ano passado, um estudo da Sociedade Americana de Cirurgiões-plásticos apontou que a busca pela selfie perfeita pode causar a chamada Dismofria Instagram.

O cirurgião plástico Alan Landecker explica que a condição atinge principalmente as gerações mais jovens, que buscam procedimentos para se aproximar o máximo das versões criadas com filtros de redes sociais. Landecker afirma que o dismorfismo atinge de 5% a 16% da população, na maioria, mulheres e jovens.

Estudos indicam porcentagens até maiores: a Academia Americana de Cirurgia Facial Plástica e Reconstrutiva aponta que 55% dos cirurgiões relataram ter visto pacientes solicitando procedimentos para “melhorar a aparência em selfies”.

Os profissionais podem recusar procedimentos em pacientes que apresentam indícios de desmorfia. Nesses casos, o cirurgião plástico encaminha a pessoa para um psiquiatra que fará o diagnóstico do distúrbio psicológico.

*Com informações da repórter Nanny Cox