Variação entre preços de remédios em São Paulo chega a variar 849%, aponta Procon

  • Por Jovem Pan
  • 07/06/2018 06h08 - Atualizado em 07/06/2018 08h43
Carlos Severo/Fotos PúblicasO levantamento compara os preços entre os genéricos e de referência, bem como compara a média dos preços entre eles

A Fundação Procon-SP alerta: preste muita atenção à diferença de preços de medicamentos nas farmácias.

Pesquisa feita pela fundação em 15 farmácias da cidade de São Paulo aponta variação de até 849% entre preços de remédios. O levantamento compara os preços entre os genéricos e de referência, bem como compara a média dos preços entre eles.

Entre os genéricos, a maior variação foi de 849,09% no Paracetamol, 200 mg/ml, gotas, 15ml. Esse medicamento foi encontrado em um estabelecimento por R$ 10,44 e em outro por R$ 1,10.

Entre os de referência, a maior variação está no Zentel (ou seja, o Albendazol), do fabricante Glaxosmithkline, 400 mg, 1 comprimido mastigável.

Em uma drogaria foi encontrado por R$ 12,88, enquanto em outra, por R$ 3,92, o que representa variação de 228,57%.

Na média, na capital, foi constatado que os medicamentos genéricos são 59,82% mais baratos do que os de referência, o que representa grande economia para o consumidor.

No interior e litoral paulista, a pesquisa abrangeu 97 farmácias em 13 cidades.

Assim como na capital, o vilão foi o genérico Paracetamol, com 960% de variação, na cidade de Marília.

Segundo o Procon-SP, vários fatores são determinantes de preço neste segmento de mercado.

Por isso, de acordo com Cristina Martinussi, supervisora de Pesquisas da Fundação Procon-SP, há necessidade de pesquisa criteriosa: “a gente sempre orienta que ele deve sempre buscar descontos junto a drogaria, verificar se há cartão-fidelidade, se há desconto por laboratório, ou por plano de saúde”.

Outro auxílio ao consumidor está na lista de Preços Máximos dos medicamentos, disponível no site da ANVISA: www.anvisa.gov.br.

A consulta também poderá ser efetuada nas listas de preços que devem estar disponíveis nas farmácias e drogarias.

*Informações do repórter Fernando Martins