Venda da Eletropaulo deve proporcionar melhor serviço ao cliente, segundo especialistas

  • Por Jovem Pan
  • 23/04/2018 07h06
Divulgação/GOVSPOs grupos estrangeiros Neoenergia, Enel, e Energisa apresentaram propostas para comprar a distribuidora de energia

Especialistas avaliam que eventual venda da Eletropaulo deve proporcionar um melhor serviço ao cliente, mas com aumento de tarifas no futuro.

Os grupos estrangeiros Neoenergia, Enel, e Energisa apresentaram propostas para comprar a distribuidora de energia.

O panorama está indefinido e ganhou novos capítulos no fim de semana. A Comissão de Valores Mobiliários encaminhou ofício neste sábado (21) pedindo explicações à companhia.

A CVM quer saber por que a Eletropaulo mantém a promessa de fazer uma oferta pública de ações mesmo com as propostas já apresentadas. A distribuidora promete responder ao órgão regulador nesta segunda-feira (23).

O coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da UFRJ disse que o novo controlador da companhia deve prestar um serviço melhor do que o atual.

Para isso, Nivalde José de Castro avaliou que a Eletropaulo terá que fazer investimentos e a tarifa vai subir como consequência: “o resultado direto para o consumidor final será melhorar a qualidade, diminuir a duração quando falta energia, chove, cai árvore, diminuir variação de tensão que acaba queimando equipamentos. Como contrapartida a tarifa vai subir”.

O presidente da consultoria Thymos Energia considerou que a Eletropaulo precisa ser modernizada. João Carlos Mello avaliou que as empresas deverão fazer investimentos e que a tarifa deve subir, mas não muito: “pode vir a ter alguns aumentos ligeiros, mas nada significativo”.

A Eletropaulo foi privatizada em 1999. A distribuidora foi comprada por um consórcio formado por quatro empresas, entre elas a americana AES

Em 2001, a AES se tornou a única controladora da companhia.

No ano passado, a estrutura da Eletropaulo foi alterada e ela deixou de ter um acionista majoritário. O poder público, por meio do BNDES e da União, tem hoje a maior participação na distribuidora, com cerca de um quarto dos papéis.

A companhia atende a 18 milhões de pessoas em São Paulo e mais 23 cidades da região metropolitana.

*Informações do repórter Tiago Muniz