Venezuelanos enfrentam longas filas na reabertura dos bancos

  • Por Jovem Pan
  • 22/08/2018 08h05
EFEA população, que num primeiro momento foi direto para os supermercados estocar alimentos, correu para obter as novas notas

As agências bancárias da Venezuela tiveram filas enormes nesta terça-feira (21) durante o dia todo. Isso porque com a implementação da nova moeda, o bolívar soberano, os bancos ficaram fechados no final de semana e só reabriram nesta terça.

A população, que num primeiro momento foi direto para os supermercados estocar alimentos, correu para obter as novas notas.

O bolívar soberano terá o corte de cinco zeros na moeda local. Para o coordenador do curso de Relações Internacionais da FMU, Manuel Furriela, não adianta cortar os 5 dígitos se não houver um ajuste fiscal.

O conjunto de medidas para tentar conter a hiperinflação inclui também a vinculação do bolívar soberano a uma criptomoeda lastreada em suas reservas de petróleo, o petro. O valor fixado foi de 3,6 mil novos bolívares para cada petro, que vale cerca de 60 dólares.

Para Manuel Furriela, uma manobra um tanto quanto arriscada. Ele disse ainda que a crise está ligada à má-gestão de Nicolás Maduro e que as medidas anunciadas por ele não vão aliviar a hiperinflação, que segundo o FMI deve chegar a um milhão por cento neste ano.

*Informações do repórter Victor Moraes