Vizinhos do Jockey Club convivem com prostituição e atos obscenos nas ruas

  • Por Jovem Pan
  • 09/10/2017 11h48
Reprodução/FlickrIPTU na região do Jockey Club é altíssimo

Moradores vizinhos do Jockey Club de São Paulo convivem com prostituição e tráfico de drogas quase 24 horas por dia. A insegurança e o constrangimento deixam cada vez mais desvalorizadas as ruas residenciais próximas à avenida Lineu de Paulo Machado.

A qualquer hora do dia e da noite, prostitutas e travestis se concentram nas esquinas das ruas Carpina e Sarabatana e na avenida Lopes de Azevedo.

Morador da área, o empresário Eduardo é forçado a conviver com pessoas nuas e camisinhas usadas na porta de casa.

“De madrugada a gente escuta gritos, tapas. Fora o dia seguinte, que fica em frente a nossas casas camisinha no chão, papel higiênico sujo, eles defecam na rua, urinam”, descreve. “O mais grave disso tudo é que há muito tempo isso acontecia mais à noite, (mas) hoje está acontecendo à luz do dia. Eles (clientes) param o carro e fazem sexo dentro do carro mesmo e tem fila”, diz ainda o morador.

“Fora que eles ficam pelados com os membros para fora se masturbando e é uma coisa muito constrangedora para nós”, lamenta Eduardo.

Obrigado a pagar 25 mil reais de IPTU, o empresário vê a família refém de situações degradantes e exige providências do poder público. Apesar de cobrarem impostos altíssimos de quem mora próximo ao Jockey Club paulistano, as autoridades dizem que nada podem fazer.

Sofre ainda mais quem tem filhos pequenos e não consegue sequer caminhar tranquilo pela vizinhança de Cidade Jardim, nem mesmo receber visitas. A artista plástica Valéria descarta preconceito ou perseguição, mas pensa duas vezes antes de sair de casa: “Estamos nos sentido ilhados e temos medo de sair nas ruas”

“Nos últimos anos a prostituição nas áreas do Jardim Guedala e Cidade Jardim aumentou muito, a ponto de você estar passando de carro e as prostitutas, muitas travestis, outras mulheres, fazem atos obscenos, fazem necessidades dentro das guaritas dos seguranças de rua, penduram camisinha com esperma na rua, quando você está passando eles fazem aquela pose mostrando as partes íntimas”, relata.

Inconformados com o descaso em relação à prostituição e violência no entorno do Jockey, os moradores da região querem criar uma associação.

O objetivo é discutir com a prefeitura regional do Butantã, e com o próprio prefeito João Doria, medidas para trazer qualidade de vida de volta ao bairro.