Voluntários removem petróleo das areias de praias em Salvador

  • Por Jovem Pan
  • 17/10/2019 07h13
ESTADÃO CONTEÚDOSegundo a Petrobras, mais de 200 toneladas de resíduos foram recolhidos desde o dia 12 de setembro

Voluntários se reuniram, nesta terça-feira (15), para retirar o óleo que atingiu as praias de Salvador, na Bahia. Ao todo, segundo o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), cerca de 160 praias do Nordeste brasileiro registraram a presença do petróleo cru.

O engenheiro civil Arthur Sehbe conta que a mobilização foi feita por meio das redes sociais. “A gente atuou em 17 praias, mobilizamos praticamente 500 pessoas, divulgou bastante nas mídias sociais e conseguiu fazer uma mobilização de muita gente tirando muito óleo das praias. Cerca de seis big bags de mil litros foram retiradas das praias nesse dia”, comemorou.

A oceanógrafa Mariana Tevinan destacou a importância de a população agir para ajudar na limpeza das praias. “Diante de uma situação dessa a gente também precisa agir. É muito importante, é muito bom, ver todas as pessoas que se mobilizam para vir ajudar e agir diante de uma demora de ação em termos de maior escala do governo e das empresas responsáveis.”

O nutricionista Daniel Cady, marido da cantora Ivete Sangalo, era um dos voluntários presentes e contou sobre a experiência das ações anteriores. “Em algumas praias o pessoal tirou mais de 100 kg, né, em uma ação durante o final de semana. Eu e mais seis pessoas fomos no mangue, na foz do rio Pojuca, e a gente tirou pelo menos 150 kg de massa de óleo só ali”, afirmou.

Segundo a Petrobras, foram recolhidos mais de 200 toneladas de resíduos desde o dia 12 de setembro. A estatal informou que esse material é uma mistura de óleo e areia e reuniu cerca de 1.700 agentes ambientais para a limpeza das áreas impactadas. Outros 50 empregados estão responsáveis pelo planejamento e execução da resposta.

A Marinha, por sua vez, informou que, até a última segunda-feira (14), não tinham sido encontradas manchas em outros pontos do Nordeste. Ainda não é possível, no entanto, afirmar que o vazamento tenha acabado.

Até agora, o que se sabe é que o material encontrado não é produzido ou comercializado no Brasil. Pesquisas realizadas por diferentes órgãos apontam que se trata de petróleo cru, produzido na Venezuela.

*Com informações da repórter Nicole Fusco