Zambelli se defende: Ao quebrar sigilo, Moraes só vai encontrar dívidas

  • Por Jovem Pan
  • 17/06/2020 09h58 - Atualizado em 17/06/2020 10h03
Michel Jesus/Câmara dos DeputadosZambelli confirmou que não contratou nenhum caminhão de som ou faixas com dizeres antidemocráticos

O deputada federal, Carla Zambelli, afirmou que, após a quebra de seus sigilos bancários, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, “só vai encontrar dívidas” adquiridas durante a campanha até o início do mandato.

“A gente não recebe fluxo de caixa, eles reembolsam com 30, 60 dias de atraso. Pago um crédito consignado de R$ 8 mil por mês e uma divida que ainda falta R$ 10 mil, que paguei uma parte com o 13º.”

Em entrevista ao Jornal da Manhã, Zambelli confirmou que não contratou nenhum caminhão de som ou faixas com dizeres antidemocráticos. “Vamos supor que, eventualmente, eu tenha colocado um caminhão de som. O que faria disso inconstitucional, algum crime? Não dá para controlar o conteúdo de cartazes que as pessoas levam para a rua.”

Zambelli lembrou que essas coisas acontecem “desde a época do impeachment” da ex-presidente Dilma Rousseff. “Naquela época o movimento Nas Ruas fez manifestações sem quebrar uma vidraça, nada fora da Constituição, mas mesmo assim tinha gente com placa de intervenção militar. Não dá para controlar. A manifestação de um ou outro não pode determinar o conteúdo dela como um todo.”

Quanto aos atos do grupo ‘300 do Brasil’, que disparou fogos de artifício contra o prédio do STF, Carla Zambelli não concorda. “O ato em si não era perigoso, mas o símbolo que ele gera é complicado. É algo subjetivo, que pode ser entendido de diversas maneiras. Achei um pouco pesado e não incentivaria e nem participaria.”

Ao ser questionada sobre o ex-ministro Sergio Moro, a deputada federal foi direta. “Não falo com ele e acho que ele está indo no direcionamento que já esperávamos. Ele cresceu, a popularidade pegou. Ele vai entrar para a política e deve ser candidato em 2022 em algum cargo — se não for à Presidência da República.”

Ameaça de golpe

Para Zambelli, se existe alguma possibilidade de golpe contra a democracia, ela vem da esquerda política. “Não chamaria essa pessoas de ‘antifa’. São black blocs que estão tentando se reinventar através de torcida organizada e antifas. Essas atitudes começam em manifestações pacíficas e acabam com depredação de patrimônio.”

Ela lembra que toda manifestação tem horário para acabar — e esses grupos “não cumprem”. “Bloqueiam trânsito, quebram coisas que são do povo. Se existe alguma investida contra a democracia é por parte desses esquerdistas.”