Ciro Gomes confirma negociação com PSB e nega conversas com outros partidos

  • Por Jovem Pan
  • 12/06/2018 15h51
Divulgação/PDTPré-candidato do PDT voltou a afirmar que não está negociando com outros partidos de esquerda

Após participar de evento promovido pela Força sindical em São Paulo na tarde desta terça-feira (12), Ciro Gomes, pré-candidato à Presidência da República pelo PDT, disse que está negociando aliança apenas com o PSB e negou conversas com outros partidos que tenham pré-candidato à Presidência.

Questionado a respeito de possíveis tratativas com DEM, PCdoB e até com o PT, Ciro disse que elas não aconteceram e que só está conversando com o PSB porque os socialistas não têm nenhum nome na campanha.

“A prioridade é, sem desmerecer ninguém, pela circunstância simples, e apenas por ela, de que o PSB não tem candidato. O PCdoB, por exemplo, cai na mesma reflexão: minha amiga Manuela, fomos colegas deputados, acho que representa valores muito importantes para a vida brasileira, e eu adoraria ter o apoio dela, mas eu não tenho o direito de querer isso se ela tem todo o direito de ser candidata também”, afirmou Ciro.

Na palestra aos sindicalistas, o pré-candidato defendeu a revogação da emenda constitucional que estabeleceu o teto de gastos públicos e classificou o debate realizado em torno da medida como “picareta”, ressaltando que nenhum outro país do mundo adotou uma solução do gênero.

“O debate é picareta porque a intenção confessada dessa norma é garantir a saúde das contas. Ora, quem aqui é contra a saúde das contas? A gente faz conta em casa todo dia para não ficar devendo, para não gastar mais do que pode. E a nação também deve fazer conta, para não gastar mais do que pode, para não se endividar, porque tudo isso atrapalha o crescimento. Porém, se fosse fácil assim, qualquer outro país do mundo tinha feito, e nunca ninguém fez assim”, finalizou.

Ciro afirmou ainda que vai passar os seis primeiros meses de um eventual governo ouvindo vários setores da sociedade para a construção das medidas estruturantes. Como uma primeira medida emergencial, ele usaria dinheiro parado em reservas para financiar a construção civil e gerar empregos em um primeiro momento.

*Com informações do repórter Tiago Muniz