Deputado Marcos Montes diz que não se pode “jogar com pressão da sociedade” para aprovar reformas

  • Por Jovem Pan
  • 15/11/2017 16h32
Reprodução/ PSDO deputado disse ainda que nós temos que torcer para que o Brasil dê certo, independentemente de quem está a frente do governo do País

A tão polêmica reforma da Previdência ainda promete dar o que falar até o final do governo do presidente Michel Temer. O peemedebista vem tentando aprovar a mudança de qualquer maneira, mas o sentimento que se passa em grande parte da Câmara dos Deputados é de que a reforma dificilmente avança até o fim de 2018. Em entrevista exclusiva à Jovem Pan, o deputado Marcos Montes (PSD-MG) disse que o Congresso sabe do que precisa ser feito e não pode pensar tanto na opinião da população neste momento.

“Eu acho que nós não podemos jogar também com a pressão da sociedade. Nós sabemos a importância das reformas que a gente precisa fazer. Se fez muitas reformas, eu acho que aqui ninguém defende e ninguém faz um trabalho parlamentar na defesa do nome, mas da instituição Presidência da República. O Brasil avançou, os números econômicos são diferentes do que foram no passado. E é claro que nós precisamos avançar. Agora, as reformas aprovadas eu acho que foram uma grande conquista. As próximas reformas terão mais dificuldade”, afirmou o parlamentar.

O deputado disse ainda que nós temos que torcer para que o Brasil dê certo, independentemente de quem está a frente do governo do País. Na sua visão, não podemos tratar de uma forma para um grupo dar errado para que outro dê certo.

“Eu não votei no presidente Temer, não sou do partido dele, não o apoiei na eleição, sou líder de um partido da base, mas o que eu quero é que o Brasil dê certo. E está dando certo, do ponto de vista da economia. Então, nós temos que levantar a bandeira daquilo que está dando certo. Ponto de vista político e criminal tem que ser tratado em um outro ângulo, em uma outra diretriz, e vai ser tratado”, opinou.

Apesar das dificuldades com reformas e da torcida para a melhora do governo em geral, a economia, comandada pelo ministro da Fazenda Henrique Meirelles, merece uma visão diferente por se tratar do “braço que deu certo no governo”, na opinião do parlamentar.

“Eu acho que a questão da economia da fatia da economia do governo vem dando muito certo. Tem que ser tratada de uma forma diferente. O ministro Meirelles mostrou sua competência, mostrou a sua gestão. O governo tem uma linha de gestão apartada da gestão da economia. A economia é um braço diferente do governo. É o braço que deu certo do governo. Eu acho que tem que ser tratado de uma forma diferente. O ministro Meirelles, eu tenho conversado com ele e ele claro tem manifestado às vezes vontade de voltar à vida pública, mas acho que é um caso à parte nessa situação”, disse Montes.

*A entrevista é do repórter Marcelo Mattos