Estatais são moeda de troca para roubalheira, diz ex-BC

O ex-diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, economista e consultor Alexandre Schwartsman rebateu os movimentos que criticam as privatizações, em entrevista exclusiva ao Jornal Jovem Pan nesta terça-feira (20).
“A privatização na Eletrobras é um passo positivo. Tudo o que aconteceu na ‘Petro’ deve servir de alerta sobre que tipo de coisa deve ter acontecido já na Eletrobras”, conjecturou. “Não dá para ser contra isso”, postulou.
Sobre o argumento de que o setor de energia é estratégico, o ex-diretor ironizou: “Tudo é estratégico. Mas serve na prática como instrumento de roubalheira. Quer dizer, ela (estatal) vira mercadoria, moeda de troca de apoio político”, disse Schwartsman, citando a Petrobras e a Eletrobras.
“Não é possível. A gente passou pelo mensalão, passou pelo petrolão e as pessoas continuam insistindo nesse negócio de ‘estratégico’? Estratégico para quem, cara pálida?”, questionou. “Para quem está fazendo negociata no balcão da baixa política brasileira”, atestou.
“Estratégico para o país é ter uma empresa de eletricidade que produza eletricidade. Se o dono do governo é o governo ou o setor privado, não faz a menor diferença”, argumentou, citando Telebras, Embraer e Vale, que seriam exemplos positivos da privatização.
Schwartsman também defendeu a reforma da Previdência pelo próximo governo e classificou as contas previdenciárias do País como uma “bomba-relógio”.
Ouça a entrevista completa:
Comentários
Conteúdo para assinantes. Assine JP Premium.