FHC aponta necessidade de “novas lideranças” no Brasil e afirma: “política vive momento de risco”

  • Por Jovem Pan
  • 03/07/2018 14h56
Agência BrasilTucano avalia que existe uma fragmentação partidária e de ideias, não só no Brasil, mas em países como os Estados Unidos

Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirma que a política vive um “momento de risco” e que são necessárias novas lideranças.

O tucano avalia que existe uma fragmentação partidária e de ideias, não só no Brasil, mas em países como os Estados Unidos.

Ele ressalta que quem pretende ser um líder tem de falar menos e ouvir muito mais.

Durante um evento da CNI, em Brasília, Fernando Henrique Cardoso destaca que falta comando em áreas centrais, que a fragmentação contribui para tornar a política obsoleta e que o País vive momento de enorme dispersão de força. Ele deu o exemplo da greve dos caminhoneiros, que paralisou o Brasil, para confirmar seu ponto de vista.

“Com quem Negociar? Se, de repente, aquilo vai direto pela internet, você negocia com os grupos organizados, mas eles não têm mais poder para cumprir a decisão. É um momento difícil. Mas é só no Brasil? Não é. Em toda parte nós estamos vivendo momentos desse tipo. Dando um certo salto, o que aconteceu com o Trump, nos EUA, teve similitude com isso. Ele não representa o velho partido republicano, ele destruiu o velho partido republicano. O Macron, na França, tampouco representa os partidos tradicionais franceses. Um rompeu por um lado, o outro pelo outro. E rompeu como? com a palavra”, afirma FHC.

Já o jurista Joaquim Falcão ressalta que o judiciário tem de ser discutido pelos candidatos nas eleições e disse acreditar que a corrupção será a “vedete” do debate eleitoral.

Também convidado ao evento da CNI, o ex-presidente da Petrobras, Pedro Parente, se diz pessimista com o loteamento dos cargos políticos no país. Ele aponta que o poder público precisa funcionar como uma identidade única e, ao mesmo tempo, ser centralizado.

Hoje integrante do Conselho da BR Foods, o executivo deixou o comando da Petrobras em meio a greve dos caminhoneiros.

*Com informações do repórte Thiago Uberreich