Igreja foi utilizada para lavar dinheiro do PCC, diz PF

  • Por Jovem Pan
  • 21/02/2018 15h56 - Atualizado em 21/02/2018 16h10
Agência Brasil Agência Brasil Os policiais não divulgaram qual era a denominação religiosa envolvida no caso, cuja investigação começou a partir de apreensão em abril de 2017

A Polícia Federal deflagrou nesta manhã uma operação contra uma célula do PCC que lavava dinheiro do tráfico de drogas com o auxílio de uma igreja evangélica.

A Operação Frater prendeu dez pessoas e cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Santo André, Jarinu, Mogi das Cruzes e Praia Grande.

De acordo com a PF, os criminosos coordenavam a distribuição de entorpecentes para a região de Itaquaquecetuba.

O delegado Rodrigo de Campos Costa afirmou que a quadrilha ocultava o patrimônio com a ajuda de empresas de fachada e até de uma igreja evangélica.

“Nós identificamos que tinha empresas no nome deles e identificamos também uma igreja (…) com um substancial elemento de que ela era utilizada como forma de lavagem de dinheiro”, disse Costa.

Os policiais não divulgaram qual era a denominação religiosa envolvida no caso.

A investigação começou a partir de uma apreensão de drogas ocorrida em abril de 2017. Naquela oportunidade, os policiais recolheram mais de oitocentos quilos de cocaína, fuzis, armas e munições.

O chefe da delegacia de repressão a entorpecentes, Fabrizio Galli, diz que levantar quem são os laranjas é uma tarefa complicada.

“O trabalho é demorado porque tem essa parte de levantamento e identificação dos laranjas que não trabalham diretamente no tráfico de drogas, mas fazem com que o proveito do crime seja de alguma forma homiziado (ocultado) para que os responsáveis diretos não apareçam”, explicou Galli.

Os detidos podem ser indiciados pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.

A operação tem esse nome, “Frater”, porque a palavra em latim significa “irmão” e a investigação aponta que dois dos líderes da quadrilha são irmãos.

As informações são do repórter Jovem Pan Tiago Muniz: