Jovem Pan faz blitz em SP e descobre radares sem alerta de fiscalização

  • Por Carlina Ercolin/Jovem Pan
  • 20/09/2016 08h30
Radar - REP

O número de radares na capital saltou de 593 para 823 em dois anos. Muitos são móveis e têm deixado os motoristas, mesmo os que querem respeitar a lei, apreensivos ao volante. Como taxista José Carlos. São 47 anos de praça. Zé sabe bem que se pesar o pé na rua vai perder o ganha pão da família.

Mas o que irrita o Zé e milhares de outros motoristas são as pegadinhas. Tem um radar móvel que de vez em quando é instalado na Av. Morumbi, altura do 5000, bem pertinho do Palácio dos Bandeirantes entre dois coqueiros. Não há sinalização que alerte sobre a existência da fiscalização eletrônica na região.

José Evaristo, zelador de uma praça, diz que sempre vê os funcionários da CET montando a caixinha. É é uma caixinha mesmo! Cinza, pequena, rosqueada num abrigo de concreto que parece qualquer coisa de longe, menos um radar. Semana passada ele foi vandalizado.

O caixotinho também aparece com frequência (e entre os postes) da Av. Prof Francisco Morato, na altura da Guilherme Dumont Vilares, na zona oeste. Mas quando passamos, só encontramos o abrigo.

A base de concreto também estava na na Rua João Passalaqua, chegando a rua Santo Antonio, na Bela Vista e no corredor Norte Sul.

Já o radar da Av. Professor Vicente Rao na altura do 1400 sentido Marginal Pinheiros estava lá! Na Av. Washington Luis, do lado da passarela de acesso ao aeroporto de Congonhas a caixinha é camuflada pelas flores. Só quem passa muito devagar nota.

José Carlos, o taxista do começo da reportagem, lista ainda outras “pegadinhas” que ele encontra no caminho no dia-a-dia.

Nenhum dos pontos de radares móveis que a Jovem Pan visitou alertava para a fiscalização eletrônica na região. O que é legal desde 2011 quando entrou em vigor a Resolução 396 do Contran.

Segundo o consultor e especialista em Engenharia de Tráfego, Flamínio Fichmann, a nova regra também diz que os equipamentos não podem ficar escondidos e é preciso existir um um estudo prévio para a montagem dos radares portáteis. E é aí que o critério técnico precisa prevalecer.

A Jovem Pan obteve resposta da Prefeitura nesta terça-feira (20). Confira:

OPINIÃO DO VILLA: “Há sim uma indústria de multa em São Paulo.”