Coach do vídeo ‘grito da masculinidade’: ‘Sociedade não quer mais homens agressivos’

Em entrevista ao Morning Show, Wendell Carvalho criticou rótulo de ‘masculinidade tóxica’ e defendeu mais virilidade para homens

  • Por Jovem Pan
  • 09/07/2020 11h50
ReproduçãoCoach diz que vídeo viral faz parte de evento de 50 horas sobre mudança comportamental

O especialista em mudança comportamental Wendell Carvalho criticou a repercussão negativa de um trecho de um treinamento seu que viralizou nas redes sociais. No vídeo de pouco mais de 1min, Carvalho incentiva um homem a gritar para outros durante uma palestra. Na internet, o vídeo ficou conhecido como o “grito da masculinidade” e foi alvo de memes e críticas sobre a atitude do coach.

Em entrevista ao Morning Show nesta quinta-feira (9), Carvalho disse que o momento foi tirado fora de contexto, mas isso não o incomoda e, sim, o fato da sociedade querer privar os homens de sua agressividade natural.

“O que eu defendo é que está acabando a agressividade e a virilidade entre os homens, e a agressividade é fundamental dentro de um homem, mas homem tem que ser agressivo de forma contida, controlada, não violento. (…) A sociedade não quer que os homens nem sejam mais agressivos”, desabafou.

Sobre a palestra, ele afirmou que o vídeo viral faz parte de um evento sobre mudança comportamental de 50 horas de duração. “Alguém pegou um trecho de 1m30s e, sem contexto nenhum, jogou na internet. As pessoas fazem isso o tempo todo, são três filtros mentais: as pessoas selecionam, deletam e distorcem”, afirmou.

Segundo o coach, no trecho ele trabalhava questões ligadas a travas emocionais com um aluno e, por isso, o fez dar o “grito da masculinidade” para aumentar a confiança diante de situações adversas.

Carvalho também criticou o rótulo de “masculinidade tóxica” apontado no vídeo. “Ninguém veio conversar comigo, vocês são o primeiro veículo de mídia que falam comigo, porque é muito mais fácil colocar lá que é masculinidade tóxica e essa baboseira toda.”

“Não importa o que disseram [sobre o vídeo] porque eu, aquelas 1 mil pessoas que estavam lá e mais de 240 mil alunos que eu tenho sabe o que acontecem naquela sala”, completou.