Hospital Albert Einsten desenvolve novo teste para diagnóstico de coronavírus em larga escala

  • Por Jovem Pan
  • 22/05/2020 12h00
EFE/EPA/Szilard Koszticsak Presidente da instituição afirmou que teste estará disponível a partir de junho

O hospital Albert Einsten, em São Paulo, desenvolveu um novo teste genético para a detecção do coronavírus em larga escala. O cirurgião Sidney Klajner, presidente da instituição, disse em entrevista ao Morning Show desta sexta-feira (22) que a testagem deve ficar disponível para a população na primeira semana de junho.

O médico explicou que enquanto o PCR, exame mais utilizado para detectar a presença do vírus em humanos, faz 96 testes de uma vez, a nova tecnologia permitirá até 1.536 testes em uma única rodada.

“Isso amplia de forma muito grande a testagem em massa e com custo menor. Ainda não temos um estudo definido para estabelecer o preço, mas certamente será um valor menor [que o PCR] porque usa outros insumos diferentes dos que são utilizados hoje em dia e estão em falta no mercado”, explicou Klajner.

O presidente do Einsten afirmou que a testagem em massa é essencial para o combate ao coronavírus, pois auxilia em outros dois importantes aspectos. “O diagnóstico precoce e o isolamento do paciente para evitar a disseminação da doença. A testagem em massa é um gargalo hoje que exige investimento muito grande de equipamentos, de capacidade analítica e de insumos que já começam a faltar”, disse.

Cloroquina

O Einsten é uma das instituições que estuda a cloroquina e a hidroxicloroquina para o tratamento de Covid-19. O dr. Sidney Klajner, no entanto, é categórico ao dizer que o uso do medicamento ainda não teve sua eficácia comprovada cientificamente e, por isso, não é possível usá-lo como tratamento da infecção.

“Nenhum trabalho científico conseguiu comprovar o benefício ou sequer concluir que a cloroquina tem alguma eficácia para dizer que ela é a melhor forma de tratamento [contra a Covid-19]. Não existe nenhuma evidência que permita que usemos a cloroquina em casos leves ou avançados. Evidências científicas devem ser o norte de qualquer atitude de combate a uma crise de saúde.”