Tabata Amaral critica ‘palco ideológico’ na Educação feito por ex-ministros: ‘Não entendiam e não valorizavam’

Deputada federal falou ao Morning Show sobre expectativas para novo ministro da Educação, Milton Ribeiro

  • Por Jovem Pan
  • 16/07/2020 11h52 - Atualizado em 16/07/2020 12h20
Divulgação/PDTTabata Amaral foi a entrevistada desta quinta-feira (16) no Morning Show

O novo ministro da Educação, professor Milton Ribeiro, toma posse no cargo na tarde desta quinta-feira (16) e, de acordo com a deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP), um dos principais desafios que o novo responsável pela pasta terá pela frente será priorizar a educação básica em um governo que, segundo ela, a despreza. “Não dá para dizer que a educação já foi prioridade em algum governo no Brasil nos últimos anos, mas também é importante marcar que eu nunca vi a educação sendo tão desprezada como vejo há um ano e meio”, disse em entrevista ao Morning Show.

Para Tabata, os últimos ministros de Educação, Ricardo Vélez, Abraham Weintraub e Carlos Alberto Decotelli, “não entendiam e não valorizavam” a educação. “[Eles] acabaram fazendo do Ministério um palco ideológico. Quem sofre com isso são nossas crianças”, completou a parlamentar.

A deputa federal defendeu um reforço e ampliação da educação básica brasileira, pois é como ela entende que será combatido a desinformação política de toda a sociedade. “O distanciamento da população com a política e que os partidos têm com a sociedade precisam ser combatidos e a formação política cumpre um papel muito importante nisso”, disse. Tabata ainda afirmou que a educação é uma grande ferramenta contra a eleição de políticos populistas, sejam de esquerda ou de direita. “Na hora que alguns poucos projetos pessoais são colocados à frente dos interesses de toda uma população, de toda uma nação, isso é ruim e tem que ser condenado, da mesma forma que autoritarismo: de esquerda ou de direita, é ruim.”

Fundeb

A posse de Milton Ribeiro na Educação aumenta a expectativa para a votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) no Congresso Nacional, fundo responsável por aproximadamente metade do financiamento da educação básica.

Atualmente, 90% da verba que abastece o Fundeb vem de Estados e municípios. Os 10% restantes vem da União, um aporte que, neste ano, corresponderá a cerca de R$ 20 bilhões. A PEC sugere que, já no ano que vem, esse repasse do governo federal aumente para 12,5%. A ideia é que, até 2026, a União esteja contribuindo com 20% do fundo que é utilizado para custear a educação básica no país. Tabata Amaral defende ampliar a fatia federal no Fundeb.

“Temos redes no Brasil que contam com menos de R$ 300 reais por mês por aluno. Imagina o que é pagar transporte , salários de professores e toda a estrutura com isso. Então falta dinheiro em alguns municípios. (…) Nossa proposta é um recurso extra acima do que é o Fundeb para ser distribuído para as redes que implementarem boas práticas de educação”, disse a deputa federal.