Juíza acolhe pedido pela prisão temporária de motorista que atropelou ciclista

  • Por Jovem Pan
  • 08/07/2016 09h31
SP - ATROPELAMENTO/CICLISTA/PRISÃO - GERAL - A Polícia Civil prendeu Sérgio Meliunas, de 45 anos, que é suspeito de atropelar e matar o vigia noturno Dorgival Francisco Sousa, na noite de domingo (3), na rodovia Imigrantes, em São Paulo. Sérgio Meliunas é motorista de ônibus e foi localizado pela polícia graças a identificação do veículo por câmeras de segurança, segundo o delegado assistente Ricardo Eduardo Guilherme, 4º DP de Diadema (Grande SP), onde o caso foi registrado. O Vectra prata que atropelou Dorgival também foi apreendido. A prisão ocorreu na noite desta quarta-feira, 06. 06/07/2016 - Foto: MARCELO GONCALVES/SIGMAPRESS/ESTADÃO CONTEÚDOSérgio Meliunas

Sérgio Meliunas, motorista preso por atropelar e matar o vigilante noturno Dorgival Francisco Souza confessou o crime à Polícia Civil, nesta quarta-feira (06). No entanto, disse que no momento da batida, na Rodovia dos Imigrantes, no domingo (03), pensou ter se chocado contra uma pedra.

Em audiência de custódia nesta quinta-feira (07), a juíza Juliana Fernandes, de São Bernardo do Campo, entendeu que não houve flagrante na prisão. Assim, ela decretou o relaxamento do flagrante, mas acolheu pedido da promotoria pela prisão temporária de cinco dias, prorrogáveis por mais 5 cinco.

A promotora Thelma Caverzere disse que esse prazo é suficiente para a polícia encerrar o inquérito e o caso seguir para a justiça e ser de clamor público.

Desse modo, a representante do Ministério Público concordou com o relaxamento do flagrante. “Ele foi preso mais de 72h depois. Eu pedi o relaxamento do flagrante. Entretanto, pedi a decretação da prisão preventiva dele, porque vi presente os requisitos da prisão preventiva”.

O delegado Miguel Ferreira da Silva, titular do 4º DP de Diadema, onde segue o caso, contou que a versão apresentada pelo motorista não é convincente. Ele afirmou que o motorista informou ter parado no acostamento da Imigrantes para verificar um problema mecânico.

Nesse momento, segundo o depoimento, dois homens em uma moto encostaram, e armados de faca, anunciaram o assalto. Aos policiais, Sérgio disse ter empurrado um dos bandidos e fugido com seus amigos.

“Nós detectamos que é uma mentira dele porque temos outras imagens daquela rodovia e não evidenciamos qualquer motocicleta abordando ou perseguindo aquele carro que anda pelo acostamento em altíssima velocidade”, disse o delegado.

No entanto, o delegado acrescentou que, pelo trajeto, Sérgio teria passado em frente a uma base da Polícia Rodoviária, mas não parou para pedir ajuda. Tampouco, segundo o titular do 4º DP, Sérgio também não deu detalhes sobre os três amigos, como nome completo, endereço e telefone.

O motorista disse, apenas, que na fuga, invadiu o acostamento em alta velocidade, sentiu o impacto, mas acreditou ter batido em uma pedra e seguiu com medo dos criminosos que os seguiam. Em seguida, contou ter parado o carro poucos quilômetros a frente para tentar trocar o pneu furado com a batida.

Nesse momento afirmou ter encontrado o braço decepado, retirou do veículo e fugiu até sua casa. Dois dos amigos foram embora a pé e o terceiro o aconselhou a ir para casa.

“Ele dizer que não sabe que bateu, ora, o braço da vítima adentrou o veículo pelo para-brisa. á pedaço de carne humana dentro do veículo, como a perícia apontou”, contou o delegado.

A ocorrência foi registrada como homicídio com dolo eventual, omissão de socorro e fuga de local de acidente. Sérgio é motorista profissional há mais de 20 anos e trabalha em uma empresa de fretamento de ônibus.

De acordo com o delegado, ele tem contra si ocorrências registradas por violência doméstica e um acidente no interior de São Paulo, onde posteriormente uma das vítimas morreu.

O delegado Miguel, no entanto, não soube dar informações sobre a culpa do motorista nesse caso.

*Informações do repórter Fernando Martins