Feira na Pompeia incomoda moradores e cria impasse

  • Por Jovem Pan
  • 06/11/2017 14h07 - Atualizado em 06/11/2017 14h07
Jovem Pan Lixo e água que escorre de feira de peixe geraram reclamações de vizinhos, não respondidas pela Prefeitura

O programa Ligado na Cidade foi até a Pompeia, acompanhar o final da feira que acontece na Rua Ministro Ferreira Alves. Os moradores reclamam cheiro e do barulho, e buscam alternativas para resolver o problema.

O administrador Alexandre Massa, que reside em um dos prédios da rua há seis meses, se queixa da falta de escoamento de água no local. Falando ao Ligado na Cidade, ele defendeu a realização da feira em outro lugar da região, para evitar o acúmulo de sujeira.

“Existe uma barraca de peixe e atrás dela não tem como a água escoar. Então ela fica represada em frente ao prédio. A gente acredita que se houvesse uma troca de posição para um lugar que tem uma queda melhor e está próximo de um bueiro, haveria uma limpeza melhor da rua”, sugere.

O zelador de um dos edifícios da rua José Antonio de Lima também falou do barulho na região.

Segundo ele, todas as sextas-feiras, os feirantes começam a montar as barracas por volta de 5 manhã, acordando os moradores do local. “A maioria dos moradores tem reclamado muito que não consegue dormir depois desse horário”, conta.

Do outro lado, um comerciante, que não quis se identificar, afirmou que a feira ocorre na rua há anos. Ele também disse que os impostos dos feirantes estão em dia. Ele trabalha na feira há 35 anos e diz que as reclamações não são frequentes.

“A Prefeitura sede o espaço na rua para a gente poder montar a feira, existe uma taxa de localização, todos os feirantes estão estabelecidos com CNPJ, firma aberta, tudo é legal”, diz.

Diante desse impasse, entra a prefeitura regional da Lapa.

Segundo o administrador Alexandre Massa, as autoridades já foram notificadas sobre o problema há anos, mas até agora não houve nenhuma mudança. “O prédio abriu vários protocolos com a Prefeitura, com quem tenta falar há mais de dois anos, mas a Prefeitura não deu andamento a nada, nem positivo nem negativo”.

Reportagem de Victor Martins: