Maia defende indiciamento de manifestantes que invadiram plenário

  • Por Jovem Pan
  • 17/11/2016 07h13
DF - MEDIDAS/ANTICORRUPÇÃO/CÂMARA/PROTESTO - POLÍTICA - Manifestantes invadiram na tarde desta quarta-feira, 16, o plenário da Câmara dos Deputados. Segundo manifestantes ouvidos pela reportagem, o protesto foi contra as medidas do pacote anticorrupção que afetam o Poder Judiciário, como a que prevê a instituição de crime de responsabilidade para juízes e todos os membros do Ministério Público. Os manifestantes entraram no local por volta das 15h30. Durante a invasão, foi quebrada uma porta de vidro da entrada principal do plenário. Ao entrar no local, o grupo seguiu direto para a Mesa Diretora, onde permaneceram gritando palavras de ordem contra algumas medidas do pacote anticorrupção e a favor do juiz federal Sérgio Moro, que conduz as investigações da Operação Lava Jato na primeira instância. 16/11/2016 - Foto: GERDAN WESLEY/TRIPÉ FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDOManifestantes invadem plenário da Câmara - AE

Os invasores do plenário da Câmara serão processados. A determinação foi do presidente da Casa, Rodrigo Maia, que defendeu o indiciamento de todos e alertou que não haverá nenhum tipo de negociação com grupos que entrem à força no Congresso.

Foi um momento tenso, principalmente para Waldir Maranhão, que presidia a sessão esvaziada e tranquila e não entendeu quando cerca de 60 invasores tomaram o plenário e até mesmo subiram na mesa.

Troca de sopapos com os policiais legislativos fez a Câmara parar. Após insistência de deputados, os invasores saíram. Eles defendiam o juiz Sérgio Moro e a intervenção militar.

O deputado Ricardo Izar (PP-SP) revelou que não teve como negociar: “várias vozes que quando você conversa com um, o outro não aceita. Eles querem um general de alta patente para negociar com eles e isso não vai acontecer”.

Maia garantiu que ações como essa não são toleradas: “tem muito crime cometido por esses bandalheiros. Não há negociação com quem não quer negociação. Desta forma nós não temos que negociar, nossa obrigação é determinar a prisão com apoio da Polícia Federal e encaminhá-los a delegacia”.

Os policiais legislativos foram surpreendidos e, em menor número, não tiveram como defender o plenário da Câmara.

*Inofrmações do repórter José Maria Trindade