Meirelles vislumbra retomada em longo prazo: “número da indústria fala por si só”

  • Por Jovem Pan
  • 03/11/2016 07h15
Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante audiência pública da Comissão Especial sobre Novo Regime Fiscal (PEC 241/16), na Câmara dos Deputados (Marcelo Camargo/Agência Brasil) Marcelo Camargo/Agência Brasil ministro da Fazenda

Reação da indústria anima Governo, mas retomada econômica está longe e passa pela queda dos juros, concessões públicas e aumento do consumo.

A produção industrial subiu meio ponto percentual em setembro, de acordo com o IBGE, após duas quedas consecutivas em julho e agosto. O crescimento foi puxado por produtos alimentícios, veículos e indústria extrativa, mas houve queda em máquinas elétricas, limpeza e higiene.

Em entrevista à Jovem Pan, o ministro da Fazenda Henrique Meireles ressaltou a maior recessão da história e vislumbrou retomada no longo prazo. “Nós já esperamos um crescimento do PIB durante 2017, já em setores se notam diminuição da velocidade de queda. O número da indústria fala por si só”, explicou.

Em 2016, a indústria acumula queda de 7,8% e na análise dos últimos 12 meses, o recuo é maior, 8,8%.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, destacou o retorno da confiança no empresariado, mas cobrou ações do Governo para um ambiente mais favorável. “Isto vai acontecer se também, além das refromas, houver a queda de juros. Está atrasada a queda de juros. Há a necessidade da liquidez no setor financeiro chegar ao caixa das empresas”, disse.

Skaf considerou que após décadas de promessas, a aprovação da PEC de Gastos e a votação das Reformas demonstram o compromisso do Governo.

O secretário do Ministério de Minas e Energia, Fábio Lopes Alves, reforçou o espaço das concessões públicas, após o sucesso no leilão de transmissão. “Essa confiança não é só questão financeira, mas política e regulatória”, disse.

A Aneel concedeu 6 mil quilômetros de linhas de transmissão num leilão marcado por maior disputa, com a venda de 21 dos 24 lotes ofertados.

A primeira disputa no Governo Michel Temer era aguardada para análise da disposição do mercado pelas concessões de infraestrura no País.

*Informações do repórter Marcelo Mattos