Mesmo lançando Alckmin em 2018, Doria defende prévias: “nada de conchavo”

  • Por Jovem Pan
  • 03/10/2016 08h46
SP - ELEIÇÕES 2016/SP/DORIA - POLÍTICA - Ao lado do governador Geraldo Alckmin (e), o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, João Doria, comemora sua vitória no primeiro turno das eleições, no Diretório Estadual partido na Avenida Indianópolis, na zona sul da cidade, neste domingo. Com 100% das urnas apuradas, Doria obteve 53,29% dos votos. 02/10/2016 - Foto: NEVES/A7 PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOGeraldo Alckmin e João Doria Jr - AE

Em seu discurso da vitória na noite deste domingo (02), o prefeito eleito João Doria (PSDB) lançou o governador Geraldo Alckmin como presidente em 2018.

Assim como para a Prefeitura, o processo dentro da sigla para a escolha de um nome que disputará o Palácio do Planalto deve ser o das prévias. “O processo que nós defendemos, que eu defendo, que Alckmin defende, é o das prévias. Essa é a forma mais democrática para se escolher um candidato do PSDB. Nada de conchavo, nada de forma fechada, obtusa”, disse Doria em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, da rádio Jovem Pan.

Apoiador da candidatura do empresário ao Palácio dos Bandeirantes, Alckmin é aposta forte na disputa presidencial. Mas, dentro do partido, nomes como José Serra, atual ministro das Relações Exteriores, e de Aécio Neves, presidente nacional do partido também são cotados.

Doria ressaltou que, com as prévias, todos que quiserem postular-se como futuros candidatos à Presidência poderão fazê-lo. “Igualdade de condições. Foi assim na Prefeitura no ano passado, quando disputei com quatro bons candidatos e vencemos. Não há nada que diminua a possibilidade de Serra e Aécio disputarem”, ponderou.

Mesmo saindo em defesa de seu “mentor”, Doria reiterou que as prévias mostram a dmeocracia dentro da sigla. “Um partido com tantos valores como o PSDB não pode impor um candidato e simplesmente adotar isso como norma. Prévias no PSDB, mesmo com caneladas, disputas. Não há nada mais democrático que o voto”.

Confira a entrevista completa: