Ministério da Saúde lança app para aproximar cidadão de serviços do SUS

  • Por Jovem Pan
  • 02/06/2017 07h19
Sistema Único de Saúde (SUS)

O Ministério da Saúde lança aplicativo para aproximar cidadão de serviços do SUS como via alternativa a informatização do sistema, que enfrenta resistência do setor.

Em evento na sede do Google, em São Paulo, o ministro Ricardo Barros reconhece que o cartão SUS não funciona, por exemplo, porque a transparência dos dados é rejeitada pelos servidores. Mesmo que a consequência do controle seja a economia de recursos públicos.

“Por isso está o cartão SUS que está aí há 10 anos e não funciona, porque não interessa para o sistema essa transparência que vai evitar uma redundância de ações”, disse o ministro.

A ferramenta, chamada E-Saúde vai ser uma espécie de prontuário on-line. Reunirá as informações pessoais do cidadão, os medicamentos que usa, as vacinas tomadas, e os exames realizados.

Também permite a avaliação do atendimento o que, segundo o Governo, fornecerá meios de cobrar mais eficiência nos serviços com baixa aprovação.

Mas o ideal, segundo Ricardo Barros, seria o existir um banco de dados integrado e municiado pelo próprio sistema. Médicos, por exemplo, anotariam o horário de cada início e fim de consulta, e o que prescreveram ao paciente.

O ministro admitiu que o Estado foi obrigado a contornar o problema já que não há meios legais de aplicar a meritocracia no serviço público: “lamentavelmente a regra estabelecida para operação de serviço público não favorece a excelência, produtividade e busca pela melhor solução”.

Segundo Ariel Kogan, diretor executivo da Rede pelo Conhecimento Livre, ONG internacional que visa democratizar o acesso à informação, quanto mais dados estiverem disponíveis, mais a sociedade tem ferramentas para cobrar ações do poder público: “com os dados de orçamento de saúde, cruzando eles, posso saber quanto está sendo gasto em saúde nos lugares que mais precisam”.

Outro levantamento do ministério constatou que 80% dos exames de imagem no SUS têm resultado normal e metade deles sequer são vistos. Segundo Ricardo Barros, o dado representa “desperdícios que precisam ser controlados”.

*Informações da repórter Carolina Ercolin