Ministra do Meio Ambiente revela preocupação com início do período de chuvas e lama no ES

  • Por Jovem Pan
  • 26/11/2015 14h29
Izabella Teixeira

 Ministra do Meio Ambiente diz que lama de Mariana não teve fluxo estabilizado e monitoramento deve seguir ainda por 120 dias. Izabella Teixeira e o titular da Integração Nacional, Gilberto Occhi, falaram sobre a tragédia no programa “Bom Dia, Ministro.” Ela afirmou também que existe a determinação de recuperar a bacia do Rio Doce, mesmo com os danos profundos ao leito fluvial.

A ministra Izabella Teixeira avaliou que a situação tende a ficar mais crítica com o início do período de chuvas e que vários impactos são monitorados: “O acidente ainda está vivo, porque temos lama que vai chegar ao mar. Tem lama que está presa em reservatórios e vai começar o período de chuvas”. Izabella Teixeira reafirmou que a área do arquipélago de Abrolhos não será atingida pela lama da barragem de responsabilidade da Samarco.

O ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, disse que as famílias atingidas em Bento Rodrigues serão realocadas em outro lugar: “Nós temos locais com 30 metros de lama, então é inviável. As famílias preferiram. Não é uma decisão da Samarco de reconstruir em outro local. As famílias decidiram que queriam mudar de local”.

Na quarta-feira (25/11), a Samarco divulgou um vídeo em que o diretor-presidente da empresa comunicou que a maioria dos empregados entrará em férias coletivas. Ricardo Vescovi afirmou que ainda não tem explicações para a catástrofe e classificou o fato como “sem precedentes” na história da mineração: “O que aconteceu no dia 5 de novembro é algo sem precedentes na mineração mundial. As investigações sobre as causas do acidente continuam. Somente um estudo aprofundado, uma combinação de diversas disciplinas, como geotecnia, geologia, sismologia, mecânica dos solos, poderá chegar a uma explicação para o que aconteceu”.

A senadora Rose de Freitas, do PMDB do Espírito Santo, protocolou documento para a criação de uma CPI de investigação da tragédia. O texto conta com a assinatura de 47 parlamentares e a comissão pode ser instaurada ainda nesta semana.