Ministro defende mesma idade mínima de aposentadoria a homens e mulheres

  • Por Jovem Pan
  • 10/03/2017 10h05
SP - MEIRELLES/REFORMA/PREVIDÊNCIA - ECONOMIA - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante a abertura do Fóruns Estadão que trata da reforma da Previdência, nesta quinta-feira, 09, no auditório do Grupo Estado, na zona norte da capital paulista. 09/03/2017 - Foto: HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO CONTEÚDOMinistro da Fazenda

Ministro da Fazenda diz que salários de homens e mulheres serão iguais dentro de 20 anos para justificar elevação de idade mínima na reforma da Previdência. Henrique Meirelles deu a declaração nesta quinta-feira em palestra promovida pelo jornal O Estado de São Paulo, na capital paulista.

O ministro também ressaltou que as mulheres compõem a maior parte da força de trabalho e possuem uma expectativa de vida maior.

A proposta formulada prevê uma idade mínima de 65 anos para a aposentadoria de todos os trabalhadores, servidores públicos ou privados. Essa regra valerá para homens com menos de 50 anos e mulheres com até 45.

Quem estiver mais velho que isso no momento da implementação da reforma, passa por uma regra de transição baseada no tempo de contribuição que falta. O titular da economia diz que não há prejuízo para as mulheres porque o mercado de trabalho deve se tornar mais igualitário.

Para o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, a tendência é que elas ganhem o mesmo salário que os homens dentro de 20 anos:

Hoje, no entanto, os dados ainda mostram um panorama difícil: o salário médio de uma mulher equivale a três quartos do que ganha um homem.

O levantamento foi divulgado pelo IBGE no fim do ano passado, levando em consideração números de 2015.

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, vinculado ao governo federal, também soltou nessa semana uma pesquisa que chega a resultados semelhantes.

Apesar disso, o coordenador de previdência do Ipea, Rogério Nagamine, diz que a questão principal sobre a aposentadoria das mulheres é o tempo:

A reforma da Previdência continua gerando debates acalorados na sociedade e entre os parlamentares que vão apreciar a proposta.

A senadora Kátia Abreu, do PMDB do Tocantins, considera que é preciso ter diferenças na aposentadoria entre homens e mulheres por causa da jornada extra

“Nós não podemos desconsiderar o trabalho extra que as mulheres fazem em casa”, diz.

O governo deve se preparar para enfrentar resistência dos parlamentares na tramitação da reforma da Previdência.

O relator da PEC, deputado Arthur Maia, do PPS da Bahia, diz que a proposta não passa do jeito que está formulada pela equipe econômica.