Ministro garante que segurança do Enem não foi comprometida por fraudes

  • Por Jovem Pan
  • 07/11/2016 09h33
Brasília - O ministro da Educação, Mendonça Filho faz um balanço das inscrições do Enem (Wilson Dias/Agência Brasil) Wilson Dias/Agência Brasil O titular do MEC

A Polícia Federal prendeu 11 pessoas em 8 Estados por fraude no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Os candidatos foram presos com pontos eletrônicos e a PF destacou a existência de quadrilhas que chegam a cobrar até R$ 200 mil para garantir uma vaga na Universidade. As quadrilhas agem negociando fraudes principalmente para os cursos mais concorridos como Medicina, Engenharia e Direito.

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, o ministro da Educação, Mendonça Filho, ressaltou que a operação não preocupa o MEC quanto a segurança na edição do exame.

“Pelo contrário. Isso reforça a nossa visão e a disposição de combater as fraudes ou tentativas de fraude (…) Trabalho preventivo e de combate a tentativa de fraude que esboça nosso esforço e deliberada posição em favor de um exame isento e com igualdade de competição”, esclareceu.

Abstenções

O Inep, órgão ligado ao MEC e responsável pelo Enem, informou que o índice de abstenção na prova foi de 30% – 2,4% maior que a edição do ano passado.

Segundo mendonça Filho, as abstenções seguiram a média histórica. “30% está dentro da margem histórica de abstenção que ocorre todos os anos. Aqueles que prestaram o Enem ontem (06) e anteontem (05) totalizaram mais de 5,8 milhões. Maior que o ano passado. Tivemos crescimento do total de estudantes que se submeteram ao Enem”, ponderou.

Ocupações em escolas

Três por cento dos alunos aptos a realizarem a prova foram impedidos por conta das ocupações em escolas no País.

O ministro, entretanto, negou que eles saiam prejudicados: “271 mil ficaram para fazer a prova em dezembro sem nenhum comprometimento de acesso a Sisu, Fies e Prouni”.

Para Mendonça Filho, não faltou pulso firme do Governo para desocupar as escolas. “Acho que o Governo agiu de forma competente e habilidosa. Chegamos a ter mais de 1000 escolas ocupadas, com mobilização intensa de sindicatos, organizações estudantis e até partidos políticos. A estratégia adotada pelo Governo foi de não termos confronto. A estratégia deu certo. A gente isolou o problema. Conseguimos assegurar o direito para 97% dos alunos”, ressaltou.