Pré-candidato à presidência, Modesto Carvalhosa espera que mais civis concorram nas eleições

  • Por Jovem Pan
  • 12/06/2017 11h21
Johnny Drum/Jovem Pan

O jurista Modesto Carvalhosa, 85, já anunciou que irá concorrer à presidência da república nas eleições de 2018 de forma independente, sem estar atrelado a nenhum partido político. No Morning Show desta segunda-feira (12), ele chamou a população brasileira para fazer o mesmo, já que os políticos e partidos estão em descrédito e agem como organizações criminosas.

“O povo está nas redes sociais esperando uma solução. Uma candidatura civil agora e muitas outras devem aparecer para 2018. Estamos nessa campanha para que a sociedade também se mobilize para se apresentar como possíveis candidatos para deputados, senadores. Eles podem assumir essa visão e precisam se mobilizar para 2018”, desejou.

Tendo passado pelo governo de Getúlio Vargas, Ditadura Militar e democracia, Carvalhosa garante que nunca viu uma crise tão longa quanto essa no país. Para ele, ela não deveria estar demorando tanto tempo e que é necessário achar uma solução construtiva para evitar uma catástrofe maior. “Uma crise política de três anos não pode demorar todo esse tempo. Pelo tempo já é a maior crise da história do Brasil, em matérias de economia, política e administração. O que estamos passando é catastrófico e precisamos achar uma solução construtiva, sem utilizar esse quadro político que não tem mais condição”, explicou.

Com o governo Michel Temer manchado, levando junto o judiciário, Carvalhosa acredita que os políticos atuais não conseguirão um bom resultado nas próximas eleições por estarem completamente desmoralizados frente à população brasileira. O jurista vê na comunidade civil a grande chance de tirar o Brasil da lama chamada corrupção.

“O grupo de pessoas que vieram me procurar para assumir esse papel, leva em conta que os partidos políticos não têm mais credibilidade nenhuma. Eles se tornaram organizações criminosas recebendo propina. Eles estão desmoralizados, ninguém votará neles. Há um tratado que permite ter candidaturas independentes. Os partidos não podem ter o monopólio das eleições. A comunidade civil tem gente muito boa para moralizar e dar credibilidade, fazendo ligação com a sociedade”, disse.

Além de atualizar a constituição brasileira, que segundo Carvalhosa viciou a política e a deixou atrelada às vontades das grandes empresas, o jurista pretende dar início ao voto distrital. “Fizemos uma constituição oportuna porque saímos do regime militar e demos um grande poder para Brasília. Com isso, tivemos um presidencialismo viciado e ligado aos interesses das grandes empresas. Quem mandava no Brasil, confessado pelo Marcelo Odebrecht, era sua empresa. Temos uma estrutura completamente viciada e precisa mudar por meio de uma nova constituição”, comentou.