“Não é uma questão partidária”, diz especialista sobre desarmamento nos EUA

  • Por Jovem Pan
  • 06/01/2016 09h35
Os Estados Unidos de Barack Obama subestimaram o poder do Estado Islâmico

 O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chorou durante anúncio de controle mais rígido para a venda de armas no país. Ele disse que a nação não pode mais esperar por medidas para evitar que armas estejam ao alcance de pessoas perturbadas e até de crianças.

Entre as principais ações, figuram o maior rigor àqueles que têm antecedentes criminais e avaliação psicológica severa do comprador. Extremamente comovido, o presidente norte-americano, Barack Obama, não conteve as lágrimas ao lembrar-se de vários massacres de crianças e jovens: “Dos colegiais de Columbine aos alunos da escola primária de Utah, aos alunos primários e todas as famílias que nunca imaginaram que uma pessoa querida teria sua vida tirada por uma bala de arma. Fico furioso toda vez que penso nessas crianças e por sinal, isso acontece nas ruas de Chicago todos os dias”.

Para o professor de Ciências Políticas da Universidade de São Paulo, o ato de Barack Obama foi corajoso embora no final de mandato. Em entrevista ao repórter Daniel Lian, Paulo Sérgio Pinheiro destaca que a ação foi crucial e deveria ser estendida a outros países: “Esse ponto de vista vale tanto para os Estados Unidos como para qualquer outro país. Hoje está mais do que provado por pesquisas que o que interessa é diminuir a circulação das armas dentro de um país. Falar que cidadãos individualmente possuindo armas têm a sua melhor defesa é um mito enorme. Como ele está no último ano do governo e ele não é candidato à reeleição, então ele pode tomar essas inciativas corajosas. Essa é a vantagem de um presidente que não precisa enfrentar uma campanha eleitoral”.

O professor Rodrigo Prando, da Universidade Mackenzie, acompanhou o anúncio em território americano. De acordo com o sociólogo, esta não é uma disputa entre democratas e republicanos, mas sim de toda sociedade: “Não é uma questão partidária, porque as mortes pelas armas de fogo não tem ideologia. Os cidadãos norte-americanos, são crianças, são jovens, pessoas que na maioria das vezes estão desarmadas e são mortas por pessoas com armas semiautomáticas. Não é questão de democratas ou republicanos, é uma questão social”.

O presidente foi enfático ao dizer que o “lobby das armas” pode manter o Congresso refém, mas não os Estados Unidos. Obama enfatizou: se uma criança não pode abrir um frasco de aspirina, é dever assegurar que ela também não possa acionar o gatilho de uma arma.