“Não há corte” para Saúde e Educação na PEC, reitera secretário da Fazenda

  • Por Jovem Pan
  • 12/10/2016 08h39
Brasília - O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto de Almeida, participa de debate na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado sobre a PEC que institui novo regime fiscal (Marcelo Camargo/Agência Brasil)Mansueto de Almeida - AGBR

Ainda cercada de polêmicas, a PEC que limita o teto de gastos públicos não irá atingir as áreas de Saúde e Educação. É o que afirmou o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda em entrevista à Jovem Pan.

Mansueto Almeida destacou que “não há corte de despesa” com as duas áreas. “Hoje, o Brasil gasta além do piso mínimo com educação e ano que vem continuará a gastar mais que o piso”, disse.

O economista foi enfático: “o que se coloca na PEC para a educação é um mínimo e não um teto de gastos”.

No caso da Saúde, houve, segundo Mansueto, um aumento de recursos. “Saúde teve ganho imediato. Saúde e Educação não tiveram perda alguma”, reiterou.

O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda ressaltou ainda a importância da aprovação da PEC e disse que sem o ajuste, programas importantes do Govenro ficam prejudicados, bem como há a possibilidade de um aumento na taxa de juros.

Reforma da Previdência

A Previdência, segundo o economista é um gasto relevante na despesa federal. “É um gasto que se não fizermos nada, ele tende a crescer continuamente”, disse em defesa de uma reforma previdenciária.