“Não vamos deixar passar a CPMF”, diz líder do PSDB

  • Por Jovem Pan
  • 22/12/2015 10h23
Deputado federal Antônio Imbassahy (PSDB-BA)

 Com a posse do novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, a oposição não acredita em uma efetiva mudança na política econômica e acha estranha a repentina mudança de posição sobre a meta fiscal. Em entrevista à Jovem Pan, o deputado Antônio Imbassahy (PSDB-BA) afirma: “A presidente tira o Levy e diz que o Barbosa vai fazer o que Levy queria? É estranho, ninguém está entendendo. O Nelson Barbosa permanentemente trabalhou contra o ajuste fiscal proposto por Levy”.

Para o líder do PSDB na Câmara, a solução está na mudança do governo e não dos ministérios: “Sinceramente não é mudar ministro, é mudar presidente. Ela mudou uma penca de ministros e o que mudou? Inflação aumentou, desemprego continua aumentando. O problema é a presidente”. Imbassahy afirma que Nelson Barbosa esteve com Dilma durante as pedaladas fiscais: “Guido Mantega só dizia amém para Dilma e Nelson Barbosa era secretário-executivo, parceiro das pedaladas fiscais”.

Sobre a volta da CPMF, Antônio Imbassahy manifesta a contrariedade do partido à volta do novo tributo: “É um escárnio ao contribuinte, que tem percepção que é um governo que desperdiça dinheiro público. A presidente disse que ia extinguir 3.000 cargos de confiança e não fez nada. Esse novo ministro representa a gastança. O Congresso não pode aceitar qualquer tipo de novo tributo. Vai ter uma briga fratricida, mas não vamos deixar passar a CPMF, a população não merece”.

Imbassahy também critica o recesso de final de ano: “O recesso vai acontecer, a própria presidente não teve força para mobilizar o Congresso e, se funcionasse, pouco iria produzir. (…) É constrangedor, a economia derretendo, inflação sem controle, desemprego e os deputados e senadores saírem de férias. Não pega bem”.

Sobre o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o líder do PSDB diz: “Cunha perdeu todas as condições de permanecer no cargo. (…) A decisão que o STF tomou agora em relação ao processo de impeachment foi assim porque enxerga a fragilidade na Câmara. (…) O STF não avançaria tanto quanto avançou, por causa da sua credibilidade”.

Confira a entrevista completa que foi ao ar no Jornal da Manhã.