Nome para suceder Serra deve “partir do óbvio”, diz Ricupero ao citar PSDB

  • Por Jovem Pan
  • 23/02/2017 09h18
Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) realiza reunião deliberativa com 40 itens. Na pauta, PLS 51/2015, que libera o abastecimento de água por fontes alternativas; e PEC 62/2015, que veda a vinculação remuneratória automática entre subsídios de agentes públicos. (2ª Parte): Deliberação das emendas da comissão ao PLN 7/2015 - Orçamento 2016. Em pronunciamento, senador José Serra (PSDB-SP). Foto: Pedro França/Agência Senado Pedro França/Agência Senado José Serra - Ag. Senado

José Serra pediu, nesta quarta-feira (22), demissão do cargo de ministro das Relações Exteriores por conta de problemas de saúde. Ainda com o Ministério da justiça vago, o presidente Michel Temer agora precisa encontrar um novo nome para o Itamaraty.

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, o ex-ministro da Fazenda e embaixador Rubens Ricupero afirmou que foi surpreendido pela notícia e que o presidente Michel Temer deve “partir do óbvio” no que diz respeito a um nome para suceder Serra no comando do Ministério das Relações Exteriores.

“Eu imagino que, pela lógica, você tem que partir do óbvio. O ministério tem estado com o PSDB, acredito que consultas partam dentro do partido. Com Fernando Henrique Cardoso, com o presidente do partido. O senador Aloysio Nunes, foi parte da comissão de Assuntos Exteriores. Tem que ver. É uma pasta que não atrai muitos políticos, porque não tem verbas, não tem obras, não tem nomeação”, disse Ricupero.

Para o também diplomata, uma subdivisão da chancelaria de Assuntos Exteriores poderia ser uma boa sugestão. “É mais ou menos o que fazem os grandes países. Pessoas para se ocuparem mais por viagens, não por área geográfica.Tem um ministro principal e dois ou três que acompanham assuntos econômicos, outro para demais assuntos”, exemplificou.

Rubens Ricupero disse ainda que o modo como a demissão de Serra está sendo tratada, como se a doença fosse algo apara se duvidar, é equivocada. “O motivo da saída é a saúde dele. Ele tem tido problemas. Foi operado recentemente e essa função é extremamente exaustiva porque há ocasiões em que a pessoa não pode parar as viagens internacionais”.

A saída de Serra, entretanto, não deve quebrar uma continuidade da gestão de Serra na pasta.

Confira a entrevista completa: